A reunião em Washington serviu para os EUA, a Rússia e o mundo verem que a Europa está firmemente unida em torno da Ucrânia e que não aceita conversas de tanga sobre os seus destinos. Ficou claro que falam a uma só voz e que entendem bem que o desfecho da guerra na Ucrânia afecta a segurança de toda a Europa.
Isso foi conseguido e foi muito importante, pois Putin tem estado a tentar dividir os europeus, convencido que tem sucesso. Este muro europeu à volta de Zelensky e da Ucrânia terá abalado a sua confiança, o que é importante para a percepção da força das circunstâncias. Putin também está a tentar dividir os europeus dos EUA - o que não é difícil, porque Trump toma a iniciativa. Putin percebeu bem a mensagem, pois desde então que o lacrau Lavrov não pára de dar entrevistas em tom de cão raivoso. Trump também percebeu que não adianta fazer bullying a Zelensky porque ele não está sozinho.
Também serviu para reafirmar a unidade da NATO que já todos davam como morta. Por enquanto ainda está viva e ainda precisamos dela.
É evidente que Putin não vai dar garantias nenhumas de segurança. Até gozou com a situação e sugeriu encontros em Moscovo e Budapeste. Putin só recuará quando sentir a arma na garganta.
Agora, é preciso que a Europa dê continuidade a esta tomada de posição: produzir armas em quantidade e qualidade para a defesa da Ucrânia, fechar os céus da Ucrânia, carregar nas sanções e enviar tropas para a Ucrânia. Agora. Enquanto Putin não se convencer que os europeus são capazes de iniciativa e decisão consequentes, não parará.
People are saying "we're going to have security guarantees" and everybody's saying "finally!". But... how will this work? Is this a real plan, or was it just more theatre to distract us for another day? pic.twitter.com/I8Os1f1ftt
— Gabrielius Landsbergis🇱🇹 (@GLandsbergis) August 20, 2025
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