Quem lê o título, pensa que o artigo é sobre criminalidade, mas não, é sobre jornais e títulos de jornais. O Observatório de Segurança e Defesa da SEDES desvaloriza o relatório oficial da RASI (portanto, aconselha-nos a não levar a sério os relatórios das instituições oficiais), que diz que é enganador por falta de rigor, mas a própria SEDES, neste artigo, esconde tudo.
Vejamos:
Em primeiro lugar, o artigo nunca diz o número dessa descida - vamos procurar a outras fontes e lemos que é de 1,3%. Será para passar a ideia de que a criminalidade desceu muito...?
Em segundo lugar, há muito tipo de crime: de violência doméstica, contra o património, homicídio, violação, assédio, roubos, bullying, etc. Todos os crimes desceram igualmente 1,3%? Ou, dar-se-á o caso de alguns crimes terem descido 10%, por exemplo, e outros terem subido 6% e depois na estatística só se refere o número que resulta de um média simples global? Por exemplo, os crimes contra o património descerem 10% e os crimes de assédio ou de violência doméstica crescerem 7% mas tudo ficar diluído na média global? É que se alguns crimes desceram muito e outros subiram muito, há aumento de criminalidade específica e isso importa muito consente o tipo de crimes.
E porque é que referem dados de 25 anos? Foram buscar um ano em que houve muita criminalidade para depois as contas parecerem favoráveis...? Não dizem qual foi o critério. Aliás, escondem todos os números e particularidades com uma total falta de rigor jornalístico e isso, a mim, diz-me que há intenção de ocultar factos e números, logo, há intenção de manipular, de enganar os leitores, pois o que o artigo e o título dão a entender é que há por aí gente maldosa a inventar crimes que não existem e que estamos no melhor dos mundos com os crimes todos a descerem. Quem acredita nisto?
Nos últimos 25 anos, a criminalidade desceu. Mas crimes nas capas de jornais duplicaram
Amplificação mediática dos fenómenos criminais alimenta o sentimento de insegurança que não corresponde à realidade da criminalidade em Portugal, aponta o Observatório de Segurança e Defesa da SEDES.
O relatório refere ainda que o RASI, "com elevada variabilidade da informação ao longo dos anos", não se constitui como uma ferramenta "suficiente" para "caracterizar a insegurança (objectiva e subjectiva", porque "esta não se esgota no crime participado.
Público
É verdade: o crime efetivo é muito superior ao participado.
ReplyDeleteO que se pode esperar desse jornal, completamente dominado pela Esquerda?
O problema não é a esquerda, é uma certa esquerda simétrica ao Chega. Muitos slogans, muita ideologia oca, pouco pensamento.
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