July 04, 2025

Eu culpo a Lurdes Rodrigues, essa Megera autoritária

 

Na minha escola decorreu o processo de escolha da nova direcção. Havia duas listas a concurso. Uma era de uma pessoa de fora da escola, uma pessoa que ninguém conhece a não ser uma pessoa ou duas que passaram pela escola onde ela fazia parte da direcção. Portanto, era normal que não tivesse apoiantes. 

A outra era de uma colega da escola. A colega da escola é uma professora de quem tenho muita boa impressão, tanto enquanto professora, muito competente -já tivemos turmas juntas- como enquanto pessoa. Uma pessoa série e sensata, inteligente e cordial, com as ideias estruturadas. Só qualidades a favor.

O Conselho Geral estava há dois meses a escolher. Não se percebe porquê, teve de fazer duas votações e no fim não escolheram ninguém, Não votaram contra a colega da escola, mas também não votaram a favor dela (o que me parece uma cena à Pilatos) e deixaram-nos a nós todos, na escola, num impasse de agora ter de ser a Direcção Geral de Educação a nomear uma equipa qualquer que apareça na escola para geri-la interinamente.

Mesmo que tenhamos a grande sorte de não nomearem bestiagas, serão pessoas que não conhecem a escola, não conhecem a dinâmica da escola, não conhecem as pessoas e hão-de chegar a querer marcar território... mas alguém precisava desta merde?

Não percebo isto... eu culpo a Lurdes Rodrigues que fez questão de esvaziar todos os cargos da escola de democraticidade e transparência e transformar os professores em vozes passivas.

Não percebo, mas o que parece é que as pessoas do CG não levaram em consideração que são eleitas pela comunidade escolar e nos representam a nós e não a sim mesmos e aos seus gostos e interesses pessoais. Porque não vejo outra razão.

Há este entendimento dos cargos escolares, não como locais de serviço mas como locais de poder.

Acho isto típico dos portugueses, esta incapacidade de se porem num lugar neutro e compreenderem objectivamente o interesse geral e serem depois capazes de compromissos com esse fito.

Davam uma oportunidade a esta colega e à sua equipa e se não gostassem, ao fim do mandato, escolhiam outra pessoa.

Se estavam indecisos, podiam ter feito uma auscultação aos professores e funcionários da escola e depois escolher de acordo com a maioria porque a Rodrigues não quis na lei um pingo de transparência em nenhuma etapa do processo, mas também não o proíbe.

Não está escrito em lado algum da legislação aplicável que o CG está impedido de saber a opinião da comunidade escolar e levá-la em conta na ponderação. E alguns de nós até sugerimos isso, mas não foi levado em conta. Não se lembraram que podiam ser democráticos.


1 comment:

  1. Foi por isso que deixar de votar nas eleições para eleger o Conselho Geral, mesmo tendo sido chamado por um elemento da direção. É claro que isso se paga depois... Por exemplo, no momento da avaliação.

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