A utilização das redes por menores tem suscitado debate na União Europeia, tendo em conta riscos que vão da desinformação ao assédio e à pornografia.
O debate sobre a eficácia da proibição é legítimo e não há evidências da aplicabilidade de legislação nesse sentido. A questão de fundo é que a relação com a tecnologia exige medidas transversais, mais sociais do que jurídicas. Espanha, por exemplo, percebeu-o bem com o mais recente pacote legislativo em debate, multidisciplinar e que inclui verificação médica obrigatória de sintomas de dependência.
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Sabemos que faz muito mal em todos os sentidos do desenvolvimento mas deixa andar. Espanha percebeu que o melhor é deixar que as crianças e jovens se viciem e depois mandá-las a um médico confirmar a dependência...
Gostava que se substituisse o termo tecnologia por outros que também causam dependência e prejuízos, naquela frase destacada, para se perceber a falta de sentido desta medida de, 'depois da casa roubada trancas as portas', lembrando que estamos a falar, não de adultos, mas de crianças e adolescentes.
Substitua-se o termo tecnologia por: álcool, tabaco, prostituição, cocaína, heroína, agressão, radicalização, violência, bullying, «incelização».
Uma coisa é dizer que não basta proibir, são precisas outras medidas, outra é dizer, 'não se proiba' as crianças de se viciarem em violência e pornografia ou em "matar os seus neurónios" porque proibir é sempre mau.
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