June 16, 2025

A minha hipótese é esta

 


O mito do génesis, que está presente em inúmeras religiões foi inventado por uma pessoa qualquer e depois espalhou-se como uma moda. A minha hipótese é a de que quem o criou era um incel ou um misógino qualquer despeitado e furioso por a humanidade nascer das mulheres de maneira que inventou uma história em que as mulheres tinham nascido do primeiro homem. De outra maneira, como é que o macho justificava os homens terem domínio, primazia, superioridade e poder sobre as mulheres? 

É claro que hoje em dia nenhum crente religioso adulto que não seja imbecil acredita nessas histórias ou em outras como acreditar que na missa quando o padre bebe um copo de vinho tinto está a beber o sangue de Cristo por um milagre de transformação. Excepto os islamitas que acreditam que histórias escritas por pastores e outros homens de pouca instrução e de guerra, há mais de mil anos, cheias de parvoíces, superstições e contradições que não passam no crivo mais lasso da ciência actual, são a verdade de um Deus qualquer que nos espia à distância para ver quando falhamos. Os Jeovás e os evangélicos também pertencem a esta categoria de pessoas de emotivismo infantil. 


13 comments:

  1. "A minha hipótese é a de que quem o criou era um incel ou um misógino qualquer despeitado e furioso ....."
    Não creio. Um factor importante é o homem ter mais força física do que a mulher. Quando as guerras eram à pancada (antes das armas de fogo) era inimaginável uma mulher a lutar. Quem tinha mais força estava por cima.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Estou a falar de justificação - como justificar um Deus homem que criou os seres humanos sendo o primeiro uma mulher do qual nasceram os outros todos? Inventando que o primeiro era homem e que a mulher só depois apareceu de uma costela dele.

      Delete
  2. Eu, imbecil, me confesso. Penso que não queria dizer que alguém, no Séc. XXI acha que, realmente, as mulheres nasceram do homem, e que o génesis não pretende combater a ciência. E penso que queria dizer "transubstanciação", não que isso altere o seu raciocínio.

    ReplyDelete
    Replies
    1. Queria dizer isso mesmo. E uma transubstanciação é uma transformação. Para ser mais rigorosa, é um caso particular de transformação.

      Delete
    2. Sim, e não está no domínio da ciência. Não se acredita (nem faz sentido pretender-se isso como razoável) na transubstanciação como se acredita na transformação da água em vapor.

      Delete
    3. Nenhuma das pessoas cristãs que conheço acredita que o padre está mesmo a beber o sangue de Cristo ou que o pedaço de pão-hóstia que come é o corpo de Cristo e o padre está a canibalizá-lo - e de seguida todos os fiéis o imitam e se tornam canibais na missa. Entendem isso como uma metáfora e não uma descrição de uma realidade de facto.

      Mas quando falei na ciência não estava a referir-me à crença nesse dogma mas à enorme quantidade de afirmações de pseudo-factos da natureza que constam dos livros das religiões, desde o sol girar à volta da Terra a afirmações sobre a biologia humana que sabemos estarem erradas. Para além de milhares de contradições internas, de maneira que ninguém acredita ipsis verbi nos textos da Bíblia como se fossem descrições do mundo tal qual é e funciona.

      Porém, os islamitas citam os textos como se fossem, não dogmas, mitos e metáforas, mas verdades de facto.

      Delete
  3. O problema não são os textos ou religiões em si, mas a interpretação que deles fazem os... seres humanos. O Corão não é aquilo que os alucinados pregam, é bem diferente. Eu sou católico, não por acreditar propriamente num Deus, mas pelos valores que, supostamente, o cristianismo sustenta. Necessito de uma religião para crer e seguir valores? Não. Então porquê? Porque há um lado - chamemos-lhe místico ou o que for - de que "gosto".

    ReplyDelete
    Replies
    1. A questão é que os 'textos' têm que ser interpretados e adaptados à época em que estamos, porque todos eles têm muitas páginas de horrores e violência indescritível. E sim, o Alcorão também as tem.

      Portanto, o problema está em haver religiões que levam os textos à letra como se vivêssemos no tempo em que esses pastores e outros do género os escreveram, há 1000 ou 3000 mil anos.

      Seria como acreditar ipsis verbis nas histórias e violências de Zeus, Martes, Argos, Aquiles, Afrodite, Hades, Hermes, Diana, etc. e depois moldarmos as nossas vidas, literalmente, por elas. Os gregos, que eram pessoas esclarecidas, há 2500 anos já sabiam que as histórias dos deuses eram sobretudo narrativas edificantes e morais e não descrições factuais.

      Delete
    2. Eu até concebo a crença em um ser criador, mas nada mais, Nenhuma interferência na vida humana - está em contradição com todas as evidências. E nunca acreditaria numa religião organizada como estas monoteístas - são sistemas de opressão, de discriminação e de privilégios para alguns.

      Delete
    3. A Igreja Católica é, penso eu, a "organização" que mais contribui financeiramente para aliviar o sofrimento de milhões de pessoas no mundo inteiro. Milhões de pessoas vivem melhor - ou menos mal - graças aos missionários, às organizações não governamentais, às escolas, aos lares, às freiras e aos padres etc. de inspiração católica, ou na dependência de Igreja Católica. A Igreja é perfeita? Não. Mas, estou certo, faz mais bem do que mal, porque se não teria desaparecido, a não ser que se ache que a opressão, discriminação e privilégios impedem o abandono. Vou presumir que, no seu entendimento, a adesão à Igreja Católica nalgumas partes do mundo se deve à ignorância e à manipulação das mentes.

      Delete
    4. A Igreja dá esperança e apoio aos pobres. É assim que as igrejas começam e se fixam. De resto, reparo que os países, à medida que se tornam mais educados em escolaridade e prósperos, perdem a necessidade do apoio da Igreja e reduzem drasticamente os seus fiéis, se bem que muitos continuem a dizer que são católicos por tradição.

      Quando a Igreja apareceu e durante muito tempo, era uma força inovadora e fez muito bem durante muito tempo mas, mesmo então, logo ali lançou as sementes da luta contra o conhecimento e a razão e da intransigência contra os não-obedientes.

      A certa altura começou a fazer mais mal que bem e isto durou muitos séculos. Depois começou a reformar-se e melhorou um pouco, mas está longe de ser uma instituição para o bem. Não pratica os valores que defende, persegue sectores da população, nega-se a ser responsabilizada e recusa-se a reconhecer as mulheres como iguais.

      É discriminatória e como se promove como modelo do que deve ser-se e fazer-se, promove a discriminação como um valor positivo junto das crianças e jovens.

      Delete
    5. Mas é isso: o problema não está nos textos em si, está em quem os interpreta e, já agora, escreveu. Qualquer teólogo esclarecido, interpreta os textos como metáforas ou parábolas de algo. Por outro lado, os textos bíblicos têm quase dois mil anos. Não perceber isso é não perceber nada. Por outro lado, a Igreja é um produto da sociedade, da maior "bestiae" de todas: o ser humano.

      Delete
    6. É um produto das sociedades humanas mas é 'vendido' como uma obra divina.

      Delete