Acredito muito na UE. Espero que os líderes também acreditem e que este sacrifício da Ucrânia resulte numa UE diferente, mais unida, mais consistente e consequente. A situação da Ucrânia e a sua fortaleza deram à UE um novo ímpeto e uma nova razão para se reorientar. É preciso pensar em novas formas de funcionarmos com regras actualizadas que a tornem mais flexível, mais unida e mais consistente. Espero que a coragem da Ucrânia e dos ucranianos inspire os europeus para a coragem de dar os passos necessários para essa mudança. A UE não é o Club Med onde uns vêm gozar férias antes de voltarem às suas alianças com imperialistas. É um compromisso político de liberdade, de respeito pelos direitos humanos e pela democracia.
Esta imagem, muito parecida com uma imagem de há uns tempos dos líderes dos países nórdicos a caminho da Ucrânia enche-me de esperança: que os líderes da Europa colaborem em vez de se minarem uns aos outros. Que se respeitem e não voltem aos tempos de Merkele onde a falta de respeito entre os países europeus era a norma. Se formos unidos temos a força. Somos um continente com milhões de pessoas capazes. Há muita razão para esperança se os líderes estiverem à altura dos acontecimentos, como parecem, neste momento, estar.

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