Uma grande consciência da urgência de tratar dos problemas ecológicos;
Uma grande insegurança relativamente ao seu futuro no planeta:
Uma grande desconfiança relativamente aos adultos do presente, nomeadamente os políticos, serem capazes ou, até, interessarem-se pela questão dos jovens e do seu futuro no planeta;
Uma grande consciência do machismo e dos seus efeitos sociais;
Uma aceitação de modos de ser e viver diferenciados no que respeita aos relacionamentos e às identidades sexuais e de género;
Uma vontade de uma existência com significado que não se reduza apenas ao trabalho;
Uma consciência da necessidade de ter uma voz social, de fazer ouvir-se;
A sensação de estarem excluídos das soluções e não serem ouvidos.
Destas tendências todas, só as ultimas duas são intemporais, quer dizer, sempre fizeram parte da sensibilidade da adolescência. As outras são novas e resultam das mudanças, revolucionárias, umas, outras catastróficas, do século XX e XXI.
Eu tenho esperança nesta geração de miúdos, se entretanto a minha, que está no poder, não destruir o planeta. Mais, penso que a educação obrigatória das últimas dezenas de anos, ininterrupta, fez o seu percurso positivo de dar origem a gerações de adolescentes e jovens informados e capazes de entender o que está em jogo. Acredito muito no poder da educação das crianças e jovens para mudar o futuro positivamente.
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