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March 05, 2026

Lobo Antunes 1942-2026



Não me posso gabar de ter lido, nem sequer metade das suas obras. Li as mais conhecidas. Acompanhei as suas crónicas de que gosto muito, mas os livros nem sempre são fáceis. Sempre percepcionei Lobo Antunes como um escritor de circunvoluções. As suas circunvoluções muito pessoais. Como ele mesmo diz, 
Nós somos casas muito grandes, muito compridas. É como se morássemos apenas num quarto ou dois. Às vezes, por medo ou cegueira, não abrimos as nossas portas. (Diário de Notícias 2004)
Nos seus livros ele abre as portas fechadas da sua casa e deambula pelo seu interior e como ele não era uma pessoa comum, nem sempre é fácil -pelo menos para mim- orientar-me nas circunvoluções da sua mente. Sei que a leitura de um autor melhora a nossa familiarização com ele e a sua linguagem. É um projecto que ainda tenho que completar. 

April 17, 2020

Adorei esta crónica. Um fino humor cheio de alfinetadas



O dia em que Lobo Antunes disse desconhecer Luis Sepúlveda

Helena Teixeira da Silva

No palco, o cruzamento fazia-se entre o escritor chileno e o português António Lobo Antunes. Era o ano de "O que farei quando tudo arte?", décimo quinto romance do futuro pretérito Nobel, fresco no mercado. [adorei a qualificação kkk]

Em privado, com a elegância que se lhe conhece, [lindo kkk] Lobo Antunes justificava o comportamento com o desconhecimento. "Não sei quem é o Sepúlveda. Há uma grande diferença entre os escritores e as pessoas que escrevem livros."
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É preciso desculpar o Lobo Antunes. Gosto imenso de lê-lo, embora não tenha lido, nem metade do que escreveu. Algumas crónicas que escrevia no Público são notáveis e uma delas -Os Meus Domingos- uso-a muitas vezes nas aulas. Dito isto, acrescento que toda a gente sabe que o homem não tem uma data de parafusos enroscados, de vez em quando diz enormes bacoradas e está convencido que é Deus ou, pelo menos, habita a estação logo abaixo, mania que lhe terá ficado, quem sabe, de algum doente psiquiátrico.