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September 08, 2025

"Empatia sem responsabilidade é suicídio"

 

Este vídeo é a propósito da mulher ucraniana, Iryna Zarutska, morta à facada, sem mais nem porquê, por um criminoso 14 vezes reincidente mas posto na rua por um juiz emotivista. Um criminoso que o mayor da cidade defende como coitadinho, porque tem problemas mentais. A rapariga ucraniana é um sacrifício? Hoje-em-dia acha-se aceitável sacrificar as raparigas e as mulheres para não angustiar os sentimentos de islamitas, terroristas, criminosos, misóginos e trans que se sentem mulheres. Isto está a tornar-se insuportável.


February 03, 2025

O emotivismo como bússola de vida é anti-filosófico

 

E contrário à solução dos problemas. Vem isto a propósito de hoje, numa aula, porque veio à conversa o caso das pessoas que nunca examinam os seus princípios e as suas crenças básicas, dei o exemplo dos comunistas europeus, nomeadamente os portugueses que nos anos 60, depois de se saber que o regime soviético não era o paraíso que a propaganda dizia mas, pelo contrário, era um sistema brutal com campos de concentração e miséria moral, não foram capazes de examinar as suas crenças básicas e continuaram a afirmar dogmaticamente que o comunismo soviético era o futuro radioso da humanidade. 

Um aluno perguntou como é que se soube disso porque nunca tinha ouvido falar em nada. Disse-lhe que houve um escritor russo, mais tarde dissidente, prisioneiro desses campos que conseguiu passar para fora da Rússia um livro, que é um relatório documentado da história da União Soviética. Perguntou-me o nome do livro e disse-lhe, "O Arquipélago do Gulag" e expliquei que 'gulag' é o nome que davam aos campos de concentração. Perguntou-me então, 'esse livro vai deixar-me triste e perturbado emocionalmente?' - Sim, certamente que vai. 'Ah, então não quero saber porque depois não sei como lidar com essas informações tristes'. - Mas se nunca se informa do que o perturba emocionalmente, vive uma vida iludido e vulnerável à desinformação. Para resolver os problemas da realidade tenho que conhecer os elementos reais dos problemas. 

Bem, a questão é que cada vez mais este tipo de atitude é comum nos alunos. Se passamos um filme com alguns anos, onde as atitudes dos homens são obviamente machistas, as raparigas ficam perturbadas e perguntam porque é que não vemos filmes mais actuais onde não há essas atitudes, Como se essa realidade tivesse deixado de existir. Porém, não querem lidar com essa realidade; se o filme tem uma cena de violência e não os avisamos, há logo queixas de incómodo emocional.

Esta moda emotivista que advém do exagero de se pôr as emoções como critério de realidade e de fronteira do que é permitido falar, que já se manifesta há um bom tempo nos EUA, nomeadamente nas universidades, está a chegar cá. É profundamente anti-filosófica e impede a solução dos problemas.