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July 29, 2026

He is not wrong

 

Ele não está errado. Ao mesmo tempo que se educam as crianças e adolescentes na ideia de que são especiais, únicos no mundo, que os seus sentimentos são a verdade da vida e merecedores de toda a validação e serventia de adultos, sejam os pais, os professores ou o lojista do bairro, é-lhes inculcada a ideia de que a cultura em que nasceram é ofensiva e odiosa e que são vítimas de pais e avós esclavagistas. Nasceram com essa mancha indelével pela qual se devem desculpar eternamente. O resultado é uma juventude perdida que ao mesmo tempo que se odeia a si mesma e tem vergonha da sua cultura, vitimiza-se, não tem critérios de pensamento ou de acção e vai atrás de qualquer grupo que os valide emocionalmente. Quem beneficia com isto? Os extremistas, predadores manipuladores. Entretanto importamos em massa pessoas educadas na ideia de que os seus povos eram constituídos por pessoas puras, sem história e sem maldade e que foram estragados pela cultura do europeus, que é odiosa. Também esses são educados para se verem como eternas vítimas que devem ódio e intolerância à cultura que os recebe e às pessoas dessa cultura. Ambos se juntam-se pelo ódio e o vazio, o sentimento de serem uns coitadinhos, umas vítimas sem agência a quem os outros devem eterna serventia e cujo dever é a destruição da cultura opressora. Quem beneficia com isto? Os extremistas, predadores manipuladores. 


September 28, 2024

Qual é a diferença entre estes destruidores de arte e os talibãs que destruíram os Budas gigantes?

 


Nenhuma. A mesma ignorância, fanatismo e estupidez. Repare-se que a rapariga vem com pulseiras de plástico e umas calças que parecem de fibra e a mulher mais velha vem com um caso daqueles insuflados de fibras plásticas, sandálias de borracha, meias com fibras elásticas: tudo derivados do petróleo. Em contrapartida, o óleo que Van Gogh usou para pintar aquele quadro, não tem petróleo nem derivados. Para fazer as suas tintas, ele usava óleo de papoila, de linhaça, parafina e zinco de chumbo. Na sua ignorância arrogante, igualzinha à dos talibãs, estes activistas destroem a cultura colectiva como meio de impor unilateralmente a sua ideologia, imitando na perfeição aqueles que querem criticar por destruirem o ambiente de todos. São já filhos desta nova educação de telemóvel e redes sociais.