Não foi um bom primeiro-ministro, na minha modesta opinião mas foi um grande português. Esteve sempre em acção até morrer. Podia não ter trabalhado e ter vivido dos rendimentos, mas escolheu ser um interveniente de cidadania.
Acima de tudo, para mim, Balsemão representa um tempo em que tínhamos políticos engajados, não num partido ou num tacho, mas na vida da República, um tempo em que tínhamos pessoas criativas, empreendedoras e extremamente dinâmicas a contribuir para o desenvolvimento do país. Mesmo que nem sempre estivéssemos de acordo com ele, estávamos sempre de acordo com a sua maneira de estar na vida pública.
