November 01, 2026

A velha esquerda

 

Mitterrand, um dos pais fundadores socialistas modernos da França fala sobre a imigração com realismo e chama a atenção para o perigo da inacção quanto aos imigrantes ilegais. Fala nos argelinos e nos portugueses e diz que mesmo os portugueses, de quem ninguém fala porque são excelentes trabalhadores e não levantam um único problema a ninguém (têm a mesma cultura e religião, dizem), devem ser legalizados ou mandados de volta - e revela que o disse a Eanes. Este discurso de Miterrand, nos dias de hoje, seria considerado de extrema direita pela nova-esquerda unineuronal. 

Como se vê no segundo vídeo, a nova-esquerda defende que o modo de acabar com o racismo é perseguir judicialmente todos os que se pensa serem racistas e adoptarem a censura da linguagem dos que não falam e não pensam como eles. Mitterrand seria perseguido judicialmente por aquela entrevista que, seria, certamente, considerada racista. Para a nova-esquerda, falar dos problemas da imigração em massa é racismo. Falar no problema da incompatibilidade do islamismo com os valores democráticos é islamofobia. Entretanto, eles mesmos apelarem à morte da extrema-direita, chamarem racistas e nazis a toda a gente e apelarem à violência é virtude.

Esta semana ouvi uma 'activista progressista' na TV a dizer que não estão a manifestar-se apenas pela habitação mas por todos os problemas do mundo porque são inter-seccionais e não se pode separá-los, de maneira que exigem que o governo os resolva e não saem dali sem essa garantia: a habitação, o custo de vida, os problemas da educação, os problemas climáticos, a Palestina, as guerras... não é possível conversar seriamente com esta nova-esquerda que não resolve nada na sua vida (nem quando estão em cargos onde têm poder para fazer a diferença) e espera que alguém seja uma espécie de Dumbledore com poderes mágicos e resolva todos os problemas da sua vida e da existência humana.


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