Educação para os mínimos, influência dos telemóveis no desenvolvimento da língua e do pensamento, vitimização dos alunos com o consequente mau comportamento, escolas sem professores e sem condições, milhares de alunos estrangeiros que mal falam o português.
Alunos do 4.º e 6.º ano com resultados "horríveis" na produção de textos
Resultados das Provas ModA revelam problemas graves a Português, na compreensão e na escrita. Professora fala em resultados "assustadores".
CM
Os alunos portugueses do 4.º e 6.º ano têm muitas dificuldades na compreensão e produção de textos em Português e também no raciocínio e resolução de problemas de Matemática, revelam os resultados da Provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) de 2026, realizadas em abril.
Os piores resultados são na produção de textos dos alunos do 6.º ano, cuja média continua a ser negativa, apesar de ter subido de 45 para 47,9. Também na compreensão de textos a média é negativa, tendo descido de 51,4 para 49,5. No 4.º ano, a média na compreensão de textos desceu de 53,7 para 51,8 e a produção subiu de 47,4 para 50,0.
Maria do Carmo Oliveira, da Associação de Professores de Português, classifica os resultados como "horríveis" e "absolutamente assustadores".
"Isto é o resultado de uma política de ensino em que os alunos são educados com documentos orientadores minimalistas, as Aprendizagens Essenciais, e sofrem uma influência crescente das tecnologias, o que lhes retira competências para aprendizagens mais tradicionais, pelo que percebem pior e produzem pior", analisa Maria do Carmo Oliveira, da Associação de Professores de Português, que acrescenta ao problema "a influência de muitos alunos brasileiros e dos Palop, para quem a escola é muito castigadora, que têm de fazer as mesmas provas e não conseguem compreender como os alunos portugueses".
A docente não vê perspetivas de melhorias. “A compreensão de textos é essencial para a cidadania ativa, para não serem manipulados. Mas se não conseguem aos 11 anos acha que vão conseguir aos 17? Os resultados do PISA já mostraram que os alunos têm um atraso de um ano e meio em competências de leitura. Isto não vai melhorar porque as escolas não têm recursos, não encontram soluções, e os alunos estão perdidos”, destaca Maria do Carmo Oliveira, acrescentando: “Estas aprendizagens têm que se trabalhar também em casa, na escola está muito difícil. Os alunos são muito complicados, a capacidade de foco e atenção é limitadíssima, não querem fazer porque o que os rege é o hedonismo, o prazer, não se querem sacrificar”.
"Isto é o resultado de uma política de ensino em que os alunos são educados com documentos orientadores minimalistas, as Aprendizagens Essenciais, e sofrem uma influência crescente das tecnologias, o que lhes retira competências para aprendizagens mais tradicionais, pelo que percebem pior e produzem pior", analisa Maria do Carmo Oliveira, da Associação de Professores de Português, que acrescenta ao problema "a influência de muitos alunos brasileiros e dos Palop, para quem a escola é muito castigadora, que têm de fazer as mesmas provas e não conseguem compreender como os alunos portugueses".
A docente não vê perspetivas de melhorias. “A compreensão de textos é essencial para a cidadania ativa, para não serem manipulados. Mas se não conseguem aos 11 anos acha que vão conseguir aos 17? Os resultados do PISA já mostraram que os alunos têm um atraso de um ano e meio em competências de leitura. Isto não vai melhorar porque as escolas não têm recursos, não encontram soluções, e os alunos estão perdidos”, destaca Maria do Carmo Oliveira, acrescentando: “Estas aprendizagens têm que se trabalhar também em casa, na escola está muito difícil. Os alunos são muito complicados, a capacidade de foco e atenção é limitadíssima, não querem fazer porque o que os rege é o hedonismo, o prazer, não se querem sacrificar”.
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