Consulta Pública | Orientações para a utilização da Inteligência Artificial na Educação
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Estive a ler o documento. Depois de entrar em vigor, qualquer professor pode ser contratado para a polícia judiciária. É que o documento não tem que ver com a didáctica do uso da IA na educação, mas sim com regras de policiamento do trabalho dos alunos para garantir que não usam a IA para fazer os trabalhos por si e, se a usam, que são apanhados pelos professores.
Portanto, agora a tarefa do professor é inventar trabalhos para serem feitos com a IA mas não pela IA e garantir que todos os alunos são honestos e se não forem, são apanhados.
Vão-se encher de pulgas...
A IA, na minha modesta opinião de especialista em educação e em avaliação de alunos do secundário, a IA devia ser usada, nas escolas, que são lugares de desenvolvimento de processos cognitivos e pessoais, apenas para trabalhos práticos: construir um robot, construir uma casa em 3D, construir um dispositivo para medir a qualidade do ar, construir um programa para um computador reconhecer expressões faciais, construir um drone carteiro, para analisar grandes quantidades de dados, enfim, fazer trabalhos práticos a partir de teorias ou modelos conceptuais que foram aprendidos, interiorizados e trabalhados pelos alunos com as suas faculdades humanas de conhecimento, relação e análise.
Isto vai ser muito trabalho para os professores, sem ganhos para os alunos.
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