Um rapaz nascido numa família de camponeses pobres da Europa Central deixou os pais desolados, pois era tão fraco e doente que eles sabiam que nunca daria conta do trabalho como agricultor.
A mãe e o pai esforçaram-se imenso para lhe proporcionar uma educação, para que pudesse ingressar no mosteiro local, uma vez que não havia outra carreira ao seu alcance. Ainda esteve dois anos na Universidade de Viena. Só que ele também não era um monge muito bom. Tentou obter a qualificação para ensinar na escola local, mas não passou no exame oral. Fez o exame uma segunda vez alguns anos mais tarde e voltou a não passar. Os monges pensaram que ele poderia, pelo menos, ajudar nas orações ou pregar um sermão de vez em quando, mas ele também não era bom a falar em público.
Incapazes de pensar em mais alguma coisa que ele pudesse fazer, pediram-lhe que cuidasse do pequeno jardim do mosteiro. E foi o que ele fez, durante anos e anos e anos, basicamente sozinho.
Parecia manter registos cuidadosos e, a certa altura, conseguiu até publicar as suas teorias excêntricas sobre as ervilhas e apresentá-las em duas palestras, mas ninguém prestou atenção. Correspondeu-se com um biólogo que também não lhe deu importância. Era o único que acreditava na sua teoria, fruto das suas observações.
Mais tarde, foi designado para o trabalho administrativo do mosteiro que lhe ocupava a maior parte do tempo e deixou de poder prosseguir nas suas observações; depois morreu, de complicações renais, foi enterrado e todos se esqueceram dele durante cinquenta anos: tinha fracassado nos seus intentos de ver a sua teoria reconhecida e de poder dedicar a sua vida a esses estudos.
Cinquenta anos mais tarde, um biólogo em Viena deparou-se com um exemplar do seu velho livro, leu-o, compreendeu-o e percebeu que um estranho monge boémio tinha descoberto as leis da herança genética com uma precisão espantosa. Sozinho. Sem outro equipamento além de algumas plantas de ervilha e um caderno.
Quando finalmente se reconheceu que ele tinha sido uma figura científica de destaque, na verdade, seminal no campo da genética, todos os que o tinham conhecido já tinham falecido. É por isso que os biógrafos de Gregor Mendel quase não têm nada em que se basear.
Cinquenta anos mais tarde, um biólogo em Viena deparou-se com um exemplar do seu velho livro, leu-o, compreendeu-o e percebeu que um estranho monge boémio tinha descoberto as leis da herança genética com uma precisão espantosa. Sozinho. Sem outro equipamento além de algumas plantas de ervilha e um caderno.
Quando finalmente se reconheceu que ele tinha sido uma figura científica de destaque, na verdade, seminal no campo da genética, todos os que o tinham conhecido já tinham falecido. É por isso que os biógrafos de Gregor Mendel quase não têm nada em que se basear.
(a partir de Quico Toro)
No comments:
Post a Comment