“Que vida portuguesa melhora por uma criança estar detida?” Associação reage à decisão do TC
A associação há cinco anos trabalha na inclusão de crianças e jovens estrangeiros não acompanhados em Portugal.
Amanda Lima, DN
"O Acórdão faz referência à tensão entre o 'assegurar a efetividade do controlo de fronteiras' e 'ingerências na liberdade pessoal de cidadãos estrangeiros'. Que responsabilização pode ser feita de uma criança de 10 anos que foi metida num avião ou autocarro sozinha por pais que só queriam uma vida melhor para ela?", lê-se.
E dá mais exemplos. "Que crime cometeu um miúdo que, aos 14 anos, decidiu que queria mais do que só apanhar cacau a vida toda e, depois de deixar todas as suas poupanças, família e dignidade para trás, chegou a Portugal aos 16 anos para estudar e trabalhar e conseguir ajudar a mãe que ficou lá longe sozinha? Que ingerências cometeu um adolescente de 15 anos que fugiu dos talibã depois de lhe matarem o pai e os irmãos e lhe dizerem que ele era o próximo?".
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A questão que foi ao TC é a da imigração ilegal ser, ou não, um prejuízo para o país e também a de saber se todo o imigrante ilegal tem direito a ser recebido e beneficiar dos recursos do Estado português. Este artigo põe a questão em termos dos imigrantes ilegais serem crianças ou adolescentes e os portugueses estarem a fazer-lhes mal gratuitamente.
Em primeiro lugar, e olhando para o que se tem passou e passa em outros países quase à beira da guerra civil por causa das questões da imigração em massa, vemos que acontece muito os pais mandarem crianças e adolescentes à frente sozinhas para depois as usarem para pedir reagrupamento familiar e trazerem a família toda atrás, que podem ser dezenas de pessoas, entre as quais vêm criminosos.
Em segundo lugar, contam-se às dezenas de milhar os rapazes que vêm sozinhos sem documentos e dizem ter 14 ou 16 anos e depois de se investigar, com muito trabalho, vem-se a saber que têm 20 anos ou mais e usaram esse estratagema para conseguir entrar.
Em terceiro lugar, mesmo se os rapazes têm 14 ou 16 anos, ter 14 ou 16 anos no Afeganistão ou no Bangladesh é muito diferente de os ter aqui na Europa. Aqui, rapazes dessa idade são ainda infantis, mas nesses países, pode acontecer que já tenham violado alguém, ou espancado uma irmã por honra, ou visto os pais violarem e matarem infiéis, etc. Quando olhamos para a Inglaterra e Suécia, esses casos são mato.
Portanto, uma coisa é uma rapariga vir sozinha ou com outra fugida do Afeganistão ou outro país islamofascista de pedófilos e pedir asilo, outra são imigrantes ilegais que vêm à procura de beneficiar do sistema do Estado social europeu.
Este artigo fala como se todos os imigrantes fossem almas puras em busca de trabalho e com vontade de integração. As evidências de centenas de milhar ou milhões de casos em outros países europeus desprovam-no.
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