Relativamente a esta queixa, aconselhamos a deputada a ir ver uma qualquer sessão parlamentar de Inglaterra, uma democracia vetusta, onde às vezes o speaker tem de gritar para se fazer ouvir por cima dos parlamentares, devido às bocas dos deputados uns para os outros. Isto por um lado. Por outro, vi um pequeno excerto da citada audição em que a senhora mente descaradamente ao dizer que existe o consenso da comunidade científica sobre os benefícios que os bloqueadores de puberdade e outras práticas, em meu entender criminosas, fazem às crianças e adolescentes. Ela sabe que é mentira, que não há nenhum consenso acerca das terapias serem benéficas e até, o que havia em alguns círculos, tem vindo a perder-se desde a publicação do estudo realizado na Finlândia, que mostra justamente o oposto. Esta política-deputada é um fruto que caiu muito longe da árvore. O senhor seu pai, concorde-se ou discorde-se das suas posições, era uma pessoa de conhecimento, de rigor, de palavra e de consequência.
Já Isabel Moreira, na participação que apresentou ao presidente da Assembleia da República, sustenta estarem em causa não divergências de natureza política, mas comportamentos que, no seu entender, terão contribuído para a "criação de um ambiente intimidatório e hostil para cidadãos, associações e especialistas participantes nas referidas audições públicas".
Refere-se, em concreto, à audição desse mesmo dia 22 de setembro, durante a qual, segundo a deputada do PS, Paulo Núncio teve comportamentos que considera suscetíveis de ter perturbado o ambiente institucional da audição, designadamente "a promoção de manifestações de aprovação através de palmas e apartes e a utilização da expressão assassinos dirigida a pessoas presentes na sessão".
Expresso
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