36º. Não se aguenta estar nas salas de aula a trabalhar com este calor. Em 90 minutos de aula bebo um litro de água. E não chega. É difícil raciocinar enquanto se derrete.
Enfim, 1º dia de aulas com uma turma do 11º ano. Como já me conhecem, traziam o livro o caderno e vinham preparados para trabalhar. O que foi bom, porque levei 3 testes para fazerem. Todos de auto-diagnóstico, 2 de atitudes, hábitos, motivação para o trabalho e característica de estilos de trabalho e 1 sobre o tema da Lógica informal que trabalhámos no ano passado, para eles verem se se lembram, porque este ano já não se aceita que argumentem com falácias.
Os testes são para eles perceberem o que se espera deles e poderem ajustar-se reconhecendo em si pontos fortes e pontos fracos a melhorar. Não têm que mostrar-me sequer, embora diga sempre que quem pense que é importante que eu saiba de algumas características suas que dificultam o trabalho, me pode entregar o teste.
Três alunas entregaram-me os dois testes de atitudes, etc. (costumam ser mais) Estrangeiras, todas elas. Todas elas têm ainda dificuldades com a língua. Uma das questões que fiz para um dos testes, dizia, 'quando estou emocionalmente abalada já não consigo trabalhar'. Todas elas assinalaram sim. Já em anos anteriores, alunos de outras turma do 11º ano que também me entregam os testes respondem sempre que sim a essa questão.
Acho que posso assumir que muitos adolescentes -talvez a maioria-, como não conseguem regular as emoções, quando estão abalados, ficam paralisados e desorientados. Ainda não têm aquele calo que os adultos têm e que os torna capaz de engolir transtornos emocionais e ir trabalhar como se nada fosse.
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