August 28, 2026

Na Alemanha o problema é o mesmo



Funcionários de hospitais ameaçados enquanto a imigração em massa sobrecarrega a Alemanha

Os trabalhadores hospitalares, já sobrecarregados, enfrentam uma pressão crescente devido ao aumento do número de doentes

DIMITRIS PAPAFOTIS

Um enfermeiro de urgências de Berlim, que trabalha sob pseudónimo, descreveu as extraordinárias medidas de segurança e as perturbações no funcionamento normal que se tornaram rotina quando vítimas de violência entre clãs de origem migrante chegam aos hospitais alemães, revelando um sistema de saúde sob pressão causada por redes criminosas organizadas.

Segundo o Remix News, Felix Wolf — que não é o seu verdadeiro nome — trabalha há uma década na medicina de urgência da capital alemã e descreve agora um local de trabalho transformado pela violência entre gangues, onde os funcionários retiram os cartões de identificação, os serviços de urgência encerram durante horas e as decisões relativas ao tratamento são tomadas tendo em conta possíveis ameaças de retaliação.

Em declarações ao jornal Die Welt, Wolf afirmou que os incidentes violentos envolvendo armas brancas e armas de fogo se tornaram uma ocorrência semanal nas unidades de traumatologia de Berlim, sendo que muitos destes casos nunca aparecem nas estatísticas oficiais da criminalidade. A natureza dos ataques também está a mudar, observou, com os agressores a tornarem-se cada vez mais jovens e a demonstrarem uma intenção calculada de matar.
«Trato frequentemente jovens de 15 ou 16 anos que sabem exactamente onde atingir para causar o maior dano possível»
O encerramento dos hospitais é agora um procedimento normal.

Quando vítimas de tiros ou esfaqueamentos ligadas a clãs criminosos chegam à unidade hospitalar — muitas vezes levadas directamente por associados, em vez de por ambulância — o hospital contacta imediatamente as autoridades policiais e acciona protocolos de segurança abrangentes. Estas medidas vão muito além das instalações do próprio hospital.

A resposta policial envolve normalmente entre 15 e 20 viaturas de patrulha, que protegem não apenas o recinto hospitalar, mas também as ruas circundantes e as estações de metro próximas. Os agentes realizam controlos de identidade e fiscalizam veículos enquanto a vítima recebe tratamento, um processo que frequentemente dura várias horas.

Durante estas operações de segurança, o serviço de urgência deixa de funcionar normalmente. Não podem ser admitidos novos doentes até que a situação esteja resolvida, o que significa que cidadãos alemães em situação de emergência médica podem ser recusados nos seus próprios hospitais enquanto a polícia lida com ameaças provenientes de famílias do crime organizado.

Wolf revelou que os profissionais de saúde adaptaram o seu comportamento em resposta a uma intimidação persistente. O próprio deixou de usar qualquer identificação há anos, para evitar que seja possível localizá-lo ou identificá-lo fora do hospital. As decisões sobre a distribuição dos profissionais também têm agora em conta o risco de determinados membros do pessoal serem alvo devido à sua origem étnica ou religião.
«Não mando duas raparigas, mas pelo menos um homem», explicou Wolf, referindo-se ao tratamento de certos doentes. «Também tento manter os colegas com apelidos judeus afastados de um caso destes.
A avaliação da ameaça torna-se ainda mais séria quando os membros dos clãs começam a chegar ao hospital, podendo por vezes atingir 40 pessoas, coordenadas através de plataformas de mensagens encriptadas. Estes grupos procuram frequentemente estabelecer uma presença física ameaçadora através de comportamentos agressivos, sendo que Wolf descreveu manifestações ruidosas por parte de familiares do sexo feminino como uma táctica deliberada de pressão e intimidação.

O cenário mais perigoso para os funcionários hospitalares ocorre quando um doente ligado a um clã morre, criando um risco imediato de retaliação contra o pessoal médico. Wolf reconheceu que este cálculo sombrio passou a fazer parte do ambiente de trabalho, com os profissionais a sentirem, em privado, algum alívio quando indivíduos mortalmente feridos morrem antes de chegar ao hospital, em vez de durante o tratamento.

O enfermeiro recordou imagens das câmaras de segurança de outro hospital de Berlim, na véspera de Ano Novo, que mostravam um profissional de saúde a ser agredido até perder os sentidos, sublinhando que esta violência não é meramente hipotética, mas uma realidade documentada.

Aumento da violência em toda a Alemanha

Os incidentes descritos por Wolf reflectem tendências mais amplas registadas nos dados sobre criminalidade na Alemanha, tendo Berlim registado um número recorde de tiroteios em 2025. Os primeiros indicadores sugerem que a violência se intensificou ainda mais em 2026, à medida que as redes criminosas prosseguem os seus conflitos territoriais recorrendo a tácticas cada vez mais letais.

O fenómeno estende-se para além da capital, com a criminalidade violenta a aumentar nos principais centros urbanos alemães. No entanto, Berlim continua a ser o epicentro da violência organizada entre clãs, onde as instalações médicas de emergência se tornaram, na prática, territórios disputados no âmbito de uma guerra contínua entre redes criminosas.

O testemunho de Wolf oferece uma rara perspectiva sobre a forma como esta violência se propaga às instituições públicas, transformando hospitais concebidos para salvar vidas em zonas fortificadas, onde os profissionais de saúde alemães trabalham sob uma ameaça constante proveniente de organizações criminosas estrangeiras que, aparentemente, actuam com impunidade.

https://newsfire.gr/en/hospital-staff-threatened-as-mass-immigration-strains-germany/

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