(Em 2022 foi esfaqueado quando defendia publicamente, numa palestra, a liberdade de expressão. Esta é a consequência lógica dos 'colectivos' defensores do lápis azul)
Hoje, Salman Rushdie faz 79 anos. Em 1989, o regime de Teerão condenou-o à morte. O aiatolá Khomeini exortou todos os muçulmanos do mundo a assassinarem um escritor simplesmente porque não gostava do seu romance. Khomeini já faleceu há mais de 35 anos. Mas a sua sentença de morte continua em vigor; ainda em 2017, o seu sucessor, Khamenei, reafirmou o veredicto.
E nunca se tratou apenas de palavras. O tradutor japonês de Rushdie foi assassinado, o seu tradutor italiano esfaqueado e o seu editor norueguês alvejado. O terrorismo islâmico contra um único livro chegou até Tóquio, Milão e Oslo. Em 2022, Rushdie foi finalmente esfaqueado em público, no palco, precisamente durante uma palestra sobre a liberdade de expressão. Perdeu um olho; o agressor venerava um fanático morto há décadas.
Essa é a essência do islamismo. Não tolera nenhuma palavra livre, nem um romance nem sequer uma piada. E enquanto um escritor teme pela sua vida há quase quarenta anos, o Ocidente negocia com os seus perseguidores, corteja o regime e, no final, chega mesmo a transferir-lhe dinheiro.
Quem leva a liberdade a sério não negocia com aqueles que colocam escritores em listas de morte. Chama-lhes pelo nome: inimigos de toda a sociedade livre.
Heute wird Salman Rushdie 79. 1989 verurteilte ihn das Regime in Teheran zum Tode. Ayatollah Khomeini rief alle Muslime der Welt dazu auf, einen Schriftsteller zu ermorden, nur weil ihm dessen Roman nicht passte. Khomeini lebt seit über 35 Jahren nicht mehr. Sein Mordbefehl aber… pic.twitter.com/lMLW1dYMKr
— Alexander Steffen (@Alex__Steffen) June 19, 2026
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