Sim, precisamos de imigrantes e muitos com baixas qualificações, mas não se pode defender a imigração indiferenciada, onde o único critério que conta é o económico. Na Suécia, por exemplo, há uma 'epidemia' de violações de mulheres com mais de 60 anos, tantos as que vivem sozinhas e têm cuidadores a ir a casa como as que estão em lares de acolhimento. As violações são dos seus cuidadores, não por acaso, imigrantes islamitas de baixas qualificações. Quem paga o preço da desonestidade desta narrativa é o povo, não os subvencionados da bolha. Imigração sim, mas não qualquer imigração a qualquer preço. Melhor seria não deixar os portugueses sair para outros países do que deixá-los ir e contratar gente que traz experiências de vida do século VII ou IX de que não abdica.
A ilusão da substituição: o que acontece quando escasseiam trabalhadores migrantes pouco qualificadosNa construção civil, a escassez de mão de obra já é um bloqueio real. Num contexto de crise habitacional e necessidade de investimento, faltam trabalhadores para responder. Isso traduz-se em atrasos, custos mais elevados e menor capacidade de execução, podendo comprometer projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) por falta de capacidade produtiva. O impacto recente das tempestades na região centro evidenciou essa limitação.
Nos cuidados a idosos, a dependência é crescente, embora menos visível. Num país envelhecido e com redes familiares fragilizadas, são muitos migrantes que asseguram apoio domiciliário e trabalho em lares. Sem eles, o impacto seria imediato, não apenas económico, mas social, afetando a dignidade do envelhecimento, as famílias e a coesão social.
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Em qualquer cenário, a entrada de trabalhadores estrangeiros continuará a ser relevante. Não para substituir nacionais, mas para assegurar funções essenciais que hoje são pouco atrativas e ainda não foram mecanizadas, nem desapareceram.
Pedro Góis, Público
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