Cortes e despedimentos. Não para todos, claro. Os políticos centrais e locais não cortam nos assistentes, ajudantes, associados, conselheiros, adjuntos e outros que tais que contribuem para o florescimento do primismo. Mas cortam nos outros todos e dai estarmos sem professores, sem enfermeiros, sem médicos, sem polícias... políticos é que não faltam.
Há bocado, saí da fisioterapia e fui às finanças para entregar um documento. Deixem dizer que até há uns anos existiam mais do que uma repartição de finanças aqui na cidade. Agora, que o número de habitantes duplicou desde que a cidade passou, em grande parte, a ser mais um dormitório de Lisboa (não estou a contar com as cerca de100 mil empresas do concelho) há só uma única repartição para atender todas as pessoas.
Cheguei lá e vi que estava pouca gente. Fui à máquina das senhas e, dos 7 tipos de senha possível, só 2 não estavam cortadas. Porém, nenhuma das 2 funcionava. Clicava-se no icon e o programa reenviava para o início. Ninguém no balcão de recepção, nem um segurança... nada. Via-se que estavam alguns funcionários a atender pessoas nos cubículos lá para dentro. Estavam lá 3 pessoas idosas que me disseram estar ali há mais de uma hora à espera que pudesse aparecer alguém para dar informações sobre como ser atendido com uma daquelas senhas.
Vim-me embora e vou fazer uma marcação online, mas chateia-me porque estava lá perto, fui lá para tratar de um assunto que não tem nenhuma complicação, tinha pouca gente e tive de vir embora sem ser atendida. E agora vou perder tempo a fazer marcações online, ir lá outra vez... Permanece a questão: as pessoas que vão lá, sobretudo já com uma certa idade, algumas vindo da periferia e que não sabem fazer marcações online (parece que telefonar também não funciona porque ninguém atende) chegam ali e não só não são atendidas, como ninguém lhes liga um boi.
Qual é o objectivo dos serviços públicos?
Porque é que os serviços funcionam mal e servem mal as populações? Porque é que governo após governo não resolvem os problemas e só nos embrulham a vida?
No comments:
Post a Comment