Vai no 7º dia de tribunal. É o caso de um médico um anestesiologista de Maui, é acusado de tentar matar a mulher faziam uma caminhada em Honolulu. A mulher é uma engenheira nuclear e têm dois filhos em conjunto. Ele tem mais filhos de um casamento anterior. A mulher teve um caso emocional -nunca passou de mensagens- com um colega de trabalho e ele descobriu. Desde então passou a vigiar o telemóvel da mulher como se fosse seu. Mandou-a despedir-se mas ela recusou. Foram a um conselheiro matrimonial. Passado uns tempos resolveram ir passar uns dias a Honolulu, nos anos dela. Ele escreveu-lhe um cartão apaixonado e foram fazer uma caminhada. A meio da caminhada ele atacou a mulher, deito-a ao chão, imobilizou-a, tentou empurrá-la para o penhasco, tentou espetar-lhe uma seringa e não conseguindo agarrou numa pedra grande e começou a bater-lhe com a pedra na cabeça. A mulher primeiro tentou falar com ele, mas não funcionou e depois pôs-se aos gritos de Help! Help!, desalmadamente.
Com tanto azar dele e sorte dela, duas enfermeiras que costumam fazer aquela caminhada ouviram e foram a correr até um ponto em que viram o homem em cima dela à pedrada com toda a força na cabeça dela enquanto com o outro braço tentava empurrá-la para o penhasco. As duas mulheres pararam mas gritaram, 'ouvimos o pedido de socorro estamos a ligar para o 911". Nessa altura o homem estacou a olhar para elas (estavam suficientemente perto para olharem o homens olhos) e a mulher aproveitou para rastejar para longe dele em direcção às mulheres. O homem fugiu para a floresta e foi apanhado pela polícia mais tarde.
O que me fascina é que o médico declarou-se inocente e alegou auto-defesa. Diz que a mulher (que não tinha nada consigo, nem sequer a mala, pois o homem é que a tinha) o atacou e que ele estava a defender-se! Entretanto ele disse ao filho mais velho do outro casamento que tinha tentado matar a mulher porque ela andava com outro. Os advogados de defesa comportam-se como se a mulher fosse a criminosa e vão buscar as coisas mais irrelevantes para tentar defender o indefensável. O médico ri-se e tudo.
Agora está um médico patologia forense a testemunhar. A dizer que a mulher estar cheia de sangue na cabeça não quer dizer nada como se isso interessasse alguma coisa. Isto é irrelevante, em primeiro lugar porque eles têm a pedra e os testes genéticos não deixam dúvida sobre quem atacou quem e para o que serviu a pedra e em segundo lugar, as lacerações na cabeça dela só não soa maiores porque as raparigas interromperam o trabalho do médico de matá-la à pedrada e atirá-la depois do penhasco para parecer que as lesões eram da queda.
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