Aqui há uns anos o ex-ministro -na altura SE- João Costa mandou que se sistematizasse a ajuda aos alunos com problemas de vária ordem, como dislexias, autismo e outras. Essa ajuda já havia mas dependia dos esforços do DT em evidenciar o problema e encaminhá-lo para alguém competente. As novas medidas de ex-ministro sistematizaram essa ajuda. Há agora documentos que o Conselho de Turma preenche para anulos que precisem de medidas, que são depois encaminhados para uma equipa da escola que aloca os recursos (que não existem) para apoiar esses alunos. No papel parece tudo bem, na realidade, nem por isso.
No afã de dizerem que todos estão incluídos, não estando, os tais documentos são cada vez mais pormenorizados ao ponto de cobrirem, não apenas os alunos que têm problemas de aprendizagem (sendo a mais comum a dislexia) como todo e qualquer problema, tendo os tais documentos mais de 300 questões para cobrir toda a sorte de problemas, os que existem e os que não existem. Um aluno faltista e agressivo com toda a gente tem agora direito a medidas especiais - chamadas «medidas universais» para se distinguirem das medidas específicas para problemas como autismo, cegueira, etc. (para estas, dado que não há recursos especializados nas escolas, o que continua a valer são os esforços do DT em encaminhar o aluno para alguém competente)
Ora, em que consistem essas medidas universais? Ter testes adaptados, mais fáceis, poder ter mais tempo para realizar trabalhos, ter ajuda para fazê-los etc. Evidentemente que estas medidas não têm nenhuma relação com a agressividade ou com o facto de um aluno ter andado desde o 5º ano até ao 9º sem estudar e a faltar às aulas. Porém, dado que não aprende, tem direito às medidas universais.
Então, para responder à questão do título do post, quais são as novas tendências da educação? Os pais irem à escola pedir ao DT para o seu filhos ter 'medidas universais' a matemática, por exemplo. A intenção é, obviamente, terem testes mais fáceis ou nem terem testes e passarem sem saber nada.
Que tem isto que ver com inclusão, melhorar a educação, formar alunos mais capazes, com pensamento crítico e outras arengadas que esse senhor atirava para o ar para parecer que estava a fazer algo de mérito? Pois, nada.
Já tinha lido há tempos que esta situação se passava nas universidades americanas. Os alunos pedirem condições especiais alegando ter um problema qualquer para poderem ter facilidades especiais nos exames ou até terem direito a não fazer exames e passar de ano.
Calculo que o ex-ministro em questão tenha ido copiar estas ideias às universidades dos coitadinhos da esquerda americana, mas com elas importou também as fraudes que por lá grassam nas universidades e que por aqui começam a fazer o seu caminho nas escolas.
No futuro, que já é presente, os médicos que nos atenderem, os engenheiros que constroem os nosso edifícios, os informáticos que codificam a IA que organiza as nossas vidas, os políticos que decidem das nossas vidas, etc. serão, muitos, senão a maioria deles, «os licenciados das medidas universais.»
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