Este é um artigo grande que faz deste senhor uma vítima até chegarmos ao fim e nos dizerem que ele nasceu em Portugal mas os pais não o legalizaram, dizem-nos que por várias razões mas não as explicam o que é suspeito (os pais também seriam ilegais), ele próprio podia ter-se legalizado mas não o fez, entretanto andou a cometeu crimes, foi condenado, andava por aí a guiar sem carta, fugido à polícia que tentava notificá-lo e não conseguia apanhá-lo... enfim, agora vem para os jornais queixar-se de injustiça da polícia e de "estar num limbo jurídico" e o jornal fala da polícia como se fossem seus carrascos. Este indivíduo tem 40 anos de idade e ainda foge à polícia. E tem 11 anos de prisão. 11 anos de prisão não se dão por dá cá aquela palhinha. Onde vão buscar estas pessoas que escrevem estes artigos? Porque razão havemos de ser um asilo de imigrantes ilegais e ainda por cima de pessoas que se dedicam ao crime? Mas querem destruir o país como a Inglaterra fez? O problema da imigração ilegal e do crime na Europa, sobretudo de islamitas, já é dado como exemplo negativo em todo o mundo, inclusive nos próprios países islamitas.
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Mas vamos à origem da situação que levou Bruno Furtado a ter de pagar uma multa por condução sem habilitação. Nascido em Portugal, filho de cabo-verdianos, Bruno Furtado está num limbo jurídico. Não consegue tirar a carta porque não tem nem nacionalidade portuguesa, nem autorização de residência. O seu passaporte de Cabo Verde, país onde nunca viveu nem visitou, não lhe vale de muito em Portugal sem o papel da regularização.
Por várias razões, os pais de Bruno Furtado não trataram da nacionalidade portuguesa; tinham de comprovar que já estavam a viver há vários anos em Portugal, e a trabalhar, mas quando ele nasceu tinham acabado de chegar.
Durante uns anos teve autorização de residência permanente, que caducou – e Bruno Furtado não a renovou, algures entre o período em que foi para um centro educativo entre os 13 e os quase 16 anos. Mais tarde, por volta dos 21, Bruno Furtado cumpriu pena de prisão por cúmulo jurídico de vários crimes, mas há anos que está reinserido socialmente e, portanto, esse “processo está fechado”, vinca a advogada.
A verdade é que o centro educativo onde esteve poderia ter desencadeado o processo para a obtenção da nacionalidade como alguém que nasceu em Portugal, lembra a advogada. Agora, já não o pode fazer pela via da aquisição porque foi condenado a uma pena de prisão efectiva superior a três anos.
Em paralelo, Bruno Furtado está a tratar da renovação da autorização de residência, mas afirma que na Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) não lhe dão indicação sobre onde está o seu processo. De resto, no filme Complô, vê-se mesmo Ghoya a falar com uma funcionária que tratava dos processos a dizer que não tem conhecimento do mesmo.
Diz a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais ao PÚBLICO que comunicava ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, e agora à Agência para a Integração, Migrações e Asilo, "todas as situações de todos os reclusos que se encontram irregulares no país" e que "facilita através dos serviços de tratamento prisional, os contactos com a AIMA, ainda no decurso da reclusão com vista à regularização das das situações".
Mas Bruno Furtado diz que não foi assim.
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