Aliou os seus líderes políticos, as suas forças armadas e os seus serviços secretos, os seus negócios estrangeiros, as suas indústrias, as sua armas de defesa. O próximo presidente dos EUA (que ele quer que seja alguém dos seus) estará aliado a ditaduras ferozes e aos seus actos e alienado das democracias que eram os seus aliados.
Trump não quer ser respeitado pelo seu povo, quer ser temido, do mesmo modo que os russos temem Putin, os chineses temem Xi e os norte-coreanos temem Kim Jong.
Trump gosta de excesso de riqueza, ambientes cheios de ouro, excesso de poder, tal como Putin, Xi e Kim Jong. Gosta de se dar com pessoas cuja linguagem é a linguagem do poder, da força e do abuso. Esses são os fortes, em sua opinião e os outros são todos uns fracos da vida. Não há maneira de ele gostar de estar com os europeus que se preocupam com questões de democracia, distribuição de riqueza, bem-estar da população, etc., que ele vê como fraquezas. Ele tem orgulho em fazer parte do grupo dos predadores da vida.
Agora, ele estaria com a Europa se tivesse visto força na Europa. Se os europeus tivessem dado armas de longo alcance à Ucrânia, se a Ucrânia tivesse atacado a Rússia, posto Moscovo às escuras, etc. Porém, o que ele vê é o que todos vemos: muita parra e pouca uva. Conversas, conversas, conversas...
O povo americano está a ver e a escolher, com o seu silêncio e inacção, ser aliado à Russia e a outras ditaduras que destroem democracias. Neste momento já vive numa não-democracia e num ambiente de medo e quando se der conta disso já vive de joelhos numa ditadura.
Resta ver se vão ser um povo de vassalos assumidos, orgulhosos da miséria do seu país às mãos do seu ditador mafioso como os russos em relação a Putin. Porque esse é o destino de todas as ditaduras, sejam de líderes oligárquicos, mafiosos, teocráticos ou alucinados dogmáticos de ideologias comunistas.
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