November 23, 2025

"nature is nature, you cannot improve upon it"

 


"Art is art, nature is nature, you cannot improve upon it . . . Pictures should be inspired by nature, but made in the soul of the artist; it is the soul of the individual that counts."    (Emily Carr, 1912)


Emily Carr - Auto-retrato


Além de ser uma artista pintora que trilhou o seu próprio caminho numa época em que o mundo da arte oferecia pouco espaço ou incentivo às criadoras, Carr também foi escritora e aventureira, com uma visão única e um profundo amor pelo mundo natural.


Foi inspirada pela cultura das Primeiras Nações e pelo ambiente costeiro da Colúmbia Britânica. As suas pinturas posteriores do vasto céu da Costa Oeste canadiana e das árvores monumentais, com as suas pinceladas amplas, demonstram o seu desejo contínuo de pintar de uma forma «grandiosa», que sentia estar em consonância com a expansividade do seu ambiente.



Nascida (1871) e criada em Victoria, na British Columbia, Canadá, cresceu com um sentido precoce de inquietação e curiosidade, qualidades que documenta vividamente na sua autobiografia Growing Pains: The Autobiography of Emily Carr

Nela, descreve a sua infância não convencional, a sua determinação em estudar arte apesar da resistência da família e os obstáculos financeiros e emocionais que enfrentou ao longo da vida. 

Carr estudou inicialmente na California School of Design, em São Francisco, entre 1890 e 1893, e fez esboços na aldeia indígena de Ucluelet, na costa oeste da Ilha de Vancouver, em 1899. 

As suas visitas às aldeias das Primeiras Nações no início do século XX — realizadas numa época em que poucas mulheres colonas viajavam sozinhas — influenciaram profundamente o seu trabalho. Pintou totens, aldeias e ambientes selvagens com profundo respeito e desejo de preservar o que já estava ameaçado pelas políticas coloniais e pela repressão cultural.

Viajou para a Inglaterra em 1899, estudando em Londres e em St. Ives, na Cornualha. Regressou ao Canadá cinco anos depois, primeiro para Victoria e depois mudou-se para Vancouver para lecionar. Em 1907, viajou de navio para o Alasca e decidiu retratar as artes monumentais das Primeiras Nações da Costa Oeste.

Em busca de uma visão mais ampla da arte, foi para a França em 1910, onde conheceu o trabalho dos Fauves, artistas franceses apelidados de «feras selvagens» pelo uso ousado de cores vivas. 

Em 1912, Carr fez uma viagem de seis semanas para pintar em quinze aldeias das Primeiras Nações ao longo da costa da Colúmbia Britânica.  

Depois de expor os resultados em Vancouver, Carr estabeleceu-se em Victoria.

Apesar da sua visão original, Carr lutou durante anos para obter reconhecimento. Sustentava-se administrando uma pensão onde alugava quartos e cultivando frutas, criando cães e, mais tarde, fazendo cerâmica e tapetes decorados com desenhos indígenas para vender aos turistas.


Foi somente no final da década de 1920, quando os membros do «Grupo dos Sete» a encorajaram e defenderam o seu trabalho, que a sua carreira renasceu. 

Na década seguinte produziu as poderosas pinturas florestais pelas quais é mais conhecida.
Em 1927, Carr foi convidada a participar da «Exposição de Arte da Costa Oeste Canadiana», em Ottawa. 

A exposição incluiu trinta e uma das suas pinturas, além de cerâmicas e tapetes. 
Viajou para o leste para a inauguração e, em Toronto, conheceu membros do Grupo dos Sete, iniciando uma correspondência duradoura com Lawren Harris.
Após o sucesso desta viagem, Carr regressou a Victoria e iniciou o período mais prolífico da sua carreira. Pintou temas indígenas até 1931, passando depois a ter como temas principais as árvores e florestas da Colúmbia Britânica e os céus costeiros. 
Em 1937, sofreu um ataque cardíaco e dedicou grande parte do seu tempo à escrita. O seu primeiro livro, Klee Wyck (1941), recebeu o Prémio Governador-Geral de Literatura em 1942. Realizou exposições individuais em Vancouver, Toronto e Montreal antes da sua morte, em 1945.

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