Miranda Sarmento confirmou que o Governo continuará a poupança na função pública como uma das medidas para reduzir a dívida pública, considerando-a um dos aspetos mais importantes para a estabilidade económica do país.O ministro das Finanças enfatizou a importância de não interromper o processo de redução da dívida, que é vista como um "calcanhar de Aquiles" da economia portuguesa, segundo declarações recentes. Continuidade da poupança:O governo planeia manter o controlo da despesa pública, incluindo na função pública, para reforçar o esforço de consolidação orçamental.
J. Negócios
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Todos os dias temos notícias de centenas e milhares de milhões perdidos. Ontem foi o cadáver do BES, o Novo Banco, onde enfiámos mais de 6 mil milhões de euros mas o Lone Star (um nome saído de um filme de cowboys) é quem vai receber os biliões, apesar de ser quem menos lá investiu. Quanto a isso o ministro das Finanças diz que não pode fazer nada, porque é mesmo assim. Quando se trata de salários diz-se que os gestores públicos têm de ganhar 200 mil euros por ano porque senão não querem o trabalho, mas os funcionários públicos trabalham com aumentos de 10 cêntimos. Bem, acontece que também já não querem o trabalho, mas os governos não querem saber disso.Dado que a opção é sempre cortar nos serviços públicos, espera-nos mais uns anos de grávidas a terem os filhos no meio da rua, não haver polícias para acudir aos crimes e patrulhar as ruas, não haver Betadine e compressas nos hospitais nem professores nas escolas.
Li que a Gulbenkian criou um serviço de explicações para quem não pode pagá-las. Li nessa notícia que pagam muito bem aos professores que vão contratar a tempo inteiro. A minha questão é: cada professor que for trabalhar a tempo inteiro para a Gulbenkian dar explicações, é menos um professor na escola pública. Se houvesse professores na escola pública em número suficiente, não era necessário haver empresas de explicações. Em Portugal, os políticos estragam os serviços públicos e depois congratulam-se com os remendos.
Outro dia, uma médica de quem sou doente há muito tempo, perguntou-me o que achava de pôr os filhos na escola pública. Disse-lhe que, se fosse há uma dúzia de anos não teria dúvidas em dizer-lhe para pô-los na escola pública, que estava cheia de bons professores e proporcionava uma experiência social mais alargada e rica, mas agora? Agora não há professores e corre o risco de os filhos estarem sem professor a uma ou várias disciplinas meses a fio ou um ano inteiro, sendo que ainda corre o risco de ter professores que ensinam uma disciplina que nunca estudaram na vida... e que ainda via piorar bastante porque os governos apostam em políticas de sacrificar os serviços públicos.
Eu não percebo de finanças ou de economia mas estes indivíduos, com tantos pergaminhos na área, só sabem cortar salários e investimento nos serviços públicos, onde é fácil, aumentar impostos e marasmizar a economia. Isso também eu sei fazer.
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