Muitas vezes proclamado, nunca concretizado: o Estado palestiniano
O reconhecimento da Palestina como Estado serve sobretudo para pressão política e não para reconhecimento da realidade no território.
De que se fala quando se fala do Estado da Palestina, que vários países como França e Reino Unido estão a anunciar que irão reconhecer numa sessão das Nações Unidas em Setembro? Críticos destes reconhecimentos dizem que não há um Estado e que, por isso, reconhecê-lo não faz sentido.
publico.pt
Não, lamento mas não é essa a crítica principal que todos, em geral, fazem. A crítica que fazem tem que ver com a liderança do Hamas, que é um grupo terrorista, que iniciou esta guerra com um acto de terrorismo intencionalmente bárbaro. Portanto, a crítica está em reconhecer 'este' Estado com 'esta' liderança e saber que isso equivale a legitimar a acção terrorista como afirmação de poder legítimo e estatuto internacional - que é o que acontecerá quando reconhecerem, nestas condições, a Palestina como um Estado e terem de passar a ter relações oficiais com uma organização cujo único fim é a guerra e não a paz.
Reconhecer a legitimidade de actos de terror para reivindicações políticas não vai acelerar o cassar-fogo, pelo contrário, vai dar-lhes força para continuarem a guerra que começaram com os métodos que, tacitamente, a comunidade internacional vai legitimar.
Vejamos, só para pôr as coisas em perspectiva: Israel retirou-se completamente de Gaza em 2005. Tiveram 20 anos para mostrar o que poderia ser um Estado palestiniano. Podiam ter escolhido continuar o desenvolvimento, o crescimento interno, as relações pacíficas com outros Estados, a estabilidade de relações com Israel, a melhoria da vida do povo, da sua educação, o alargamento de direitos às mulheres, etc. O que escolheram fazer? Eleger o Hamas como líderes e ficar a vê-los roubar o dinheiro e bens da ajuda humanitária, destruir o território para construir túneis e comprar armas para poderem fazer guerra a Israel, reordenar a educação para a formação de futuros assassinos e mártires na guerra a Israel. Isto, não me parece que seja a acção de pessoas que querem a paz.
É 'este' Estado que querem legitimar.
Talvez nem todos tenham idade para se lembrarem da época em que era comum grupos de terroristas desviarem aviões e pedirem resgates e libertação de terroristas em troca da vida dos passageiros reféns. Quase sempre havia execução de passageiros reféns. Alguns governos davam o dinheiro, outros não. O que não me lembro de ter acontecido foi haver governos a reconhecer o direito dos terroristas a desviar aviões e a fazer reféns para conseguir os seus intentos. Ora, é exactamente isto que está prestes a acontecer com a Palestina.
Se querem reconhecer o Estado da Palestina agora, então, antes disso, declarem o Hamas e a Irmandade Muçulmana como organizações terroristas. Nesta semana, vários Estados árabes declararam que é necessário que o Hamas se retire da Palestina para poder haver cessar-fogo. Portugal não tem que ir atrás da França e da Inglaterra, países que que estão cheios de problemas de fractura social por terrorismo e crimes de islamitas, como uma ovelha. Eles não são nossos pastores nem lhes devemos vassalagem acéfala.
En España, Pedro Sanchez ha reconocido el Estado Palestino de Hamás, para conseguir el voto de muchos marroquíes nacionalizados españoles; curiosamente, el sultán de Marruecos, Mohamed VI, al que adoran estos súbditos de doble nacionalidad, es gran amigo de Israel y de Netanyahu, y "pasa olímpicamente" de los palestinos y de sus problemas....
ReplyDeleteOs políticos fazem muito isso de 'comprar' votos e não pensam nos problemas que deixam para os outros. Aqui no rectângulo, António Costa deixou entrar mais de um milhão de imigrantes, sem nenhum controlo. Até mandou fechar a agência de controlo de fronteiras. Depois foi embora para Bruxelas fazer fortuna. Agora, não há habitação para todos, não há médicos para todos, não há professores para todos...
DeleteSaudades de politicos como Donald Trump, Nayib Bukele y Victor Orban....
ReplyDeleteQue horror!
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