A professora do gabinete disciplinar da escola contou-me que aqui há uns anos, um aluno fez uma coisa grave que não devia ter feito e depois mentiu dizendo que não tinha feito e acusou falsamente outro, para se escapar. Foi enviado ao gabinete disciplinar, ter com ela. A professora interrogou-o, mais às testemunhas do caso (tinham imagens no telemóvel) e ele acabou por confessar. A caminho de casa arrependeu-se de ter confessado e contou à mãe a primeira mentira que tinha dito, isto é, que outro é que tinha feito a coisa grave e que o tinham acusado a ele. E depois, para justificar a confissão acusou a professora do gabinete disciplinar de o ter forçado a confessar com ameaças. A mãe foi à escola toda abespinhada acusar essa professora e dizer que ia fazer queixa dela ao ME porque o coitadinho do filho estava a ser vítima de uma conspiração para o condenarem por uma coisa feita pelo outro. A professora contou-lhe o que se passou no gabinete mas a senhora manteve a sua narrativa (mas os pais não conhecem minimamente os filhos que têm? Não. E não percebem que ao falar com os professores estão a falar com adultos que não têm interesse nenhum em prejudicar alunos? Não.). Enfim, como havia testemunhos e outras provas, o aluno acabou por re-confessar. A mãe não pediu desculpa das ofensas e ameaças que fez à professora. No fim disto tudo, o aluno em questão, foi ter com a professora do gabinete disciplinar a perguntou-lhe se era possível arranjar-lhe uma entrevista com uma psicóloga porque era um mentiroso compulsivo e queria deixar de o ser...
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