Se os desse tínhamos que aceitar que os gregos invadissem a Europa de novo e que os islâmicos viesse ocupar a Península Ibérica e parte da Europa que foi Otomana e por aí adiante.
A invasão e roubo definitivo de grandes pedaços da Ucrânia já começou. Putin assinou decretos que reconhecem a independência da República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk, bem como tratados de amizade e cooperação entre a Rússia e essas Repúblicas - DPR e LPR.O Conselho de Segurança da ONU acusou a Rússia de "violar o direito internacional" na sequência da iniciativa do Presidente Vladimir Putin de reconhecer os territórios separatistas no leste da Ucrânia como "independentes".
- Se a Ucrânia aderisse à OTAN, isso serviria como uma ameaça directa à segurança da Rússia.
- A Ucrânia moderna foi inteiramente criada pela Rússia, mais precisamente, bolchevique, a Rússia comunista. Este processo começou imediatamente após a revolução de 1917.
- Como resultado da política bolchevique, surgiu a Ucrânia soviética, que ainda hoje pode ser chamada, com razão, "Ucrânia de Vladimir Ilyich Lenine". Ele é o seu autor e arquitecto. Isto é plenamente confirmado por documentos de arquivo... E agora os descendentes agradecidos demoliram monumentos a Lênin na Ucrânia. Chamam-lhe descomunização. Querem a descomunização? Estamos prontos para lhes mostrar o que a verdadeira descomunização significa para a Ucrânia.
-A Ucrânia nunca teve uma tradição de Estado genuíno.
-A Rússia assumiu obrigações de pagar a totalidade da dívida soviética em troca da renúncia de parte dos seus activos estrangeiros por parte dos novos Estados independentes. Em 1994, tais acordos foram alcançados com a Ucrânia, mas não foram ratificados pela Ucrânia...
-[Ucrânia] preferiram agir de tal forma que nas relações com a Rússia tinham todos os direitos e vantagens, mas não tinham quaisquer obrigações...
-Desde os primeiros passos, começaram a construir o seu Estado sobre a negação de tudo o que nos une. Tentaram distorcer a consciência, a memória histórica de milhões de pessoas, gerações inteiras a viver na Ucrânia.
-Muitos aliados europeus dos Estados Unidos já compreendiam perfeitamente todos os riscos de uma tal perspectiva, mas foram forçados a aceitar a vontade do seu principal parceiro. Os americanos utilizaram-nos simplesmente para levar a cabo uma política anti-russa pronunciada.
-Alguns Estados membros da aliança continuam muito cépticos quanto ao aparecimento da Ucrânia na OTAN. Ao mesmo tempo, estamos a receber um sinal de algumas capitais europeias, dizendo que, o que nos preocupa não vai acontecer literalmente amanhã.
-Bem, nós respondemos, se não amanhã, depois de amanhã. O que é que isto muda numa perspectiva histórica? Basicamente, nada. Além disso, conhecemos a posição e as palavras da liderança dos EUA que as hostilidades activas na Ucrânia oriental não excluem a possibilidade de este país aderir à OTAN se conseguir cumprir os critérios da aliança do Atlântico Norte e derrotar a corrupção.
-Ao mesmo tempo, tentam convencer-nos uma e outra vez de que a NATO é uma aliança amante da paz e puramente defensiva, dizendo que não existem ameaças à Rússia. Mais uma vez, propõem que as aceitemos a sua palavra. Mas sabemos o verdadeiro valor de tais palavras.
-Compreendemos claramente que, num tal cenário, o nível de ameaças militares à Rússia irá aumentar dramaticamente muitas vezes. Presto especial atenção ao facto de que o perigo de um ataque repentino contra o nosso país irá aumentar muitas vezes.
-Permitam-me explicar que os documentos de planeamento estratégico dos EUA contêm a possibilidade de um chamado ataque preventivo contra os sistemas de mísseis inimigos. E quem é o principal inimigo dos EUA e da NATO? Também sabemos isso. É a Rússia. Nos documentos da OTAN, o nosso país é declarada oficial e directamente a principal ameaça à segurança do Atlântico Norte. E a Ucrânia servirá de trampolim para o ataque. Se os nossos antepassados tivessem ouvido falar disso, provavelmente simplesmente não teriam acreditado. E hoje não queremos acreditar nisso, mas é verdade.
-Eles estão a tentar chantagear-nos novamente. Estão a ameaçar-nos de novo com sanções, que, a propósito, penso que irão introduzir de qualquer modo à medida que a soberania da Rússia se fortalecer e o poder das nossas forças armadas crescer. E um pretexto para outro ataque de sanções será sempre encontrado ou forjado. Independentemente da situação na Ucrânia.
-Há apenas um objectivo - travar o desenvolvimento da Rússia. E fá-lo-ão, como o fizeram antes. Mesmo sem qualquer pretexto formal. Só porque existimos, e nunca iremos comprometer a nossa soberania, os nossos interesses nacionais e os nossos valores. Quero dizer clara e directamente que, na situação actual, quando as nossas propostas para um diálogo igualitário sobre questões fundamentais permaneceram efectivamente sem resposta por parte dos Estados Unidos e da OTAN, quando o nível de ameaças ao nosso país está a aumentar significativamente, a Rússia tem todo o direito de tomar medidas de retaliação para garantir a sua própria segurança. É exactamente isso que vamos fazer.
FONTE: REUTERS
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