Li num jornal que o primeiro ministro acusa partidos da oposição de serem sectários e partidários nas suas críticas!!! ( lol )
Juro que pensava que os partidos e sectores da oposição tinham como dever, não aliar-se ao poder, mas sim fazer crítica, a partir, justamente, dos respectivos sectores partidários.
Pensaria o nosso primeiro que, à semelhança do que se passou com os sindicatos dos professores que parecem ser agora os porta-vozes do governo que temos, todos os partidos e sectores da sociedade passariam a falar a uma só voz com ele?
Não basta sermos as vítimas da ignorância e da incompetência? Temos ainda de fingir, nós todos, que não vemos este povo, que é um povo de gente decente, ser governado indecentemente?
Temos que fingir que não sabemos que as esquadras da polícia estão à mercê dos bandidos porque o dinheiro – o nosso dinheiro - que podia servir para aumentar ou modernizar as forças da polícia foi oferecido a um moço para ele brincar às corridas de automóvel?
Temos de fingir que não sabemos que o dinheiro – o nosso dinheiro – que podia servir para, por exemplo, os tribunais terem uma casa de banho para os seus funcionários, foi parar a firmas de advogados sabe-se lá para quê. ( sabe-se sim…)
Temos de fingir que não sabemos que o dinheiro – o nosso dinheiro - que podia servir para não termos escolas de 3º mundo, foi parar às mãos dum senhor para que ele faça 2 ou 3 vezes o mesmo trabalho?
Ou, ainda temos de fingir que não vemos que há quem pense ser a reencarnação do Marquês de Pombal? Que há quem pense que os cargos servem para fazer uma praça ou uma avenida ou uma marginal e depois pôr-lhe o seu nome?
Será que estão a pensar cegar-nos?
Em tempos idos lembro-me que cantávamos uma canção que era mais ou menos assim:
-“que mais queres tu
que mais queres tu
no país do sol
anda tudo nu.”
(publicado originalmente no Libertismo e no Sapo)
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