PSD, CDS e Chega aprovaram medidas para limitar o acesso a estrangeiros não residentes ao SNS
Sábado
A medida afecta franceses, americanos, alemães? Não, a lei afecta os “monhés” e os “pretos”, sobre quem estes epítetos são proferidos.
Poucas coisas revelam mais o crescimento do ódio do que os comentários nas redes sociais. Há odio de todos os lados do espectro político, mas é o ódio da direita radical e da extrema-direita que está no centro da explosão de insultos, ataques, grosserias, falsidades, que enchem as redes ou qualquer forma de comentários não moderados. É péssimo, mas é um retrato dos dias de hoje, bastante próximo do que se passa por todo lado, nas ruas por exemplo.
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Pacheco Pereira escreve muito estes artigos para aparecer como virtuoso.
Vejamos. PP queixa-se, como todos nós, do estado da saúde em Portugal, da falta de médicos e enfermeiros, das listas de espera, dos cortes nos medicamentos e tratamentos, das horas infindas de espera nas urgências, etc. Ora, o que acontece quando corre a notícia, em canais internacionais, de que se pode vir a Portugal a um hospital e obter tratamentos gratuitamente? As pessoas vêm.
Há pouco tempo foi notícia a declaração de médicos de muitos hospitais a dizer que o atendimento a estrangeiros que chegam para tratamentos oncológicos ou para ter filhos está descontrolado. Portanto, a questão é: PP pensa que temos obrigação de atender gratuitamente todos os estrangeiros que vierem aqui para tratamentos gratuitos? Se pensa, então, nunca mais se queixe do estado da saúde em Portugal e, já agora, ofereça-se para pagar mais impostos para suportar a saúde e convença os seus amigos ou camaradas que também pensam o mesmo, a seguir o seu exemplo.
As duas coisas ao mesmo tempo é impossível: atender os portugueses, atender o milhão de imigrantes que Costa chamou para Portugal e ainda todos os estrangeiros que ouvem dizer que aqui se paga a saúde a toda a gente.
Porque é que vai falar de “monhés” e “pretos”? Para dar ideia de que os portugueses que alertam para os problemas da imigração em massa ou do abuso de pessoas que chegam a Portugal e vão directamente para os hospitais fazer tratamentos, só o fazem por ser racistas.
Quem é que depois se pode admirar que os imigrantes aqui tenham ódio aos portugueses e se tornem vitimizadores incapazes de se integrar, quando os optimates do país os convencem que nunca serão aceites porque aqui somos todos racistas?
Qual é o argumento para defender que Portugal tem o dever de tratar todos os cidadãos do mundo, gratuitamente? Nenhum.
Em que é que convencer os imigrantes que os portugueses são todos racistas ajuda a resolver problemas? Em nada.
Porque é que o ódio da extrema-direita é pior do que o da extrema-esquerda? É um ódio de uma cor que ele não gosta? Será que é porque ele tem ódio à extrema-direita e, por isso, entende a legitimidade do ódio da extrema-esquerda?
E desde quando se pensam políticas ou se criticam políticas ou se julga ideologias ou extremismos com base em comentários nas redes sociais e nos media em geral? Desde que se converteu ao emocionalismo demagogo.
PP e pessoas como ele, da nova-esquerda, têm responsabilidade na ideia que imigrantes têm que os portugueses são todos racistas e que não vale a pena tentarem integrar-se; na ideia de que temos a responsabilidade de pagar com os nossos impostos tudo a toda a gente do mundo inteiro e se não o fizermos estamos a atraiçoar os direitos humanos. Quais direitos humanos? O direito de ir para um país estrangeiros e usar os seus serviços de borla?
PP presta grande desserviço com estes artigos emocioanlistas onde substitui o pensamento e a reflexão sobre os problemas por vomitanços emocionalistas frívolos, à maneira de Guterres, só para aparecer como virtuoso.
E recusar ouvir e considerar as preocupações do povo em geral para fazerem avançar a sua ideologia, doa a quem doer, estrague a vida a quem estragar, é um grande favor que fazem à extrema-direita.