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October 20, 2026

PVEC (processo de vitimização em curso)

 

O PVEC começou há uns 30 anos mas só agora atingiu o pico.

De há uns 40 anos para cá começou a importação de imigrantes africanos, islamitas, em parte como consequência inevitável do fim dos impérios europeus e das suas descolonizações. Naturalmente, houve um debate e um confronto público de ideias acerca da colonização e do racismo que veio com ela. Esse debate foi desvirtuado pela esquerda des-construtivista.

Os des-construtivistas não viam a independência das colónias como um evento igual a tantas outras independências territoriais na História. Não, eles comentaram a colonização como um acto especificamente ocidental, como se não tivesse havido outras estruturas colonizadoras esclavagistas, como os árabes, por exemplo. 

Por essa razão, para a descolonização ser efectiva, havia que des-construir as estruturas de pensamento ocidental, da cultura ocidental, do eurocentrismo, da ciência, da justiça e do Direito ocidentais, da 'verdade' ocidental, da ciência ocidental, das democracias ocidentais, entendidas como opressoras, da língua como violadora da identidade dos povos colonizados. 

Tomados por um desejo de se redimirem e aparecerem como superiores no entendimento da colonização ocidental, a esquerda aderiu entusiasticamente a esta missão de matar o Ocidente, que no entender dos des-construtivistas traz em si o germe do racismo e do colonialismo.

Seguiram-se 30 anos de educação contra o homem branco, ocidental, tomado como endémica e eternamente racista e daí surgiu o PVEC. 

Há 30 anos que os povos ex-colonizados educam os seus jovens na ideia de que o Ocidente branco é causa de todos os males no mundo; que sem os negros escravizados não haveria civilização ocidental, pois foram os escravos que tudo fizeram, que são as únicas e as maiores vítimas da História e que os brancos do Ocidente lhe devem reparações eternas - a pagar já em dinheiro, em bens e em sofrimento; que estando num país ocidental têm direito a roubar, a tomar para si o que quiserem, a violarem as raparigas, a atacar quem quiserem, pois estão apenas a retribuir o que lhes foi feito há 100 anos ou 300 durante o colonialismo. Sendo islamitas, todos esses direitos lhes são devidos e justos, dado que o Ocidente está cheio de infiéis e o profeta manda matar infiéis.

O próprio Ocidente ensinou e propagou (e ainda propaga) no mundo essa narrativa de que os europeus são geneticamente racistas, que os africanos são vítimas eternas e que a sua revolta e violência são compreensíveis neste quadro. 

Tivemos e temos governos, intelectuais, instituições a difundir a ideia de que é preciso matar o Ocidente para o mundo ser feliz e desoprimido. O Paraíso vem a seguir à morte do Ocidente. Guterres, que ocupa ainda o posto de maior influencia moral no mundo, é um dos maiores faróis a difundir a narrativa de que a cor da pele das pessoas faz delas vítimas ou opressores e que ser branco é nascer com o pecado original da opressão e ser negro é ser vítima.

O anti-semitismo também, pois afinal, na cabeça da esquerda, os israelitas são os brancos europeus ocidentais, logo opressores, que escaparam aos nazis e foram com as suas estruturas mentais colonizadores para a Palestina oprimir os árabes, que na sua cabeça são todos negros, logo vítimas.

Não admira pois que, ao fim de quase 40 anos de demonização da cultura ocidental e dos europeus, os imigrantes africanos -e os islamitas- entendam que são vítimas com direitos de pernada sobre os europeus, uma espécie de jizia pelos males sofridos.

A cultura da vítima e do opressor, tão cara à esquerda Rolex deriva de um espirito muito paternalista que é o de considerar que os povos colonizados  são coitadinhos que nunca poderão ser livres por causa dos europeus. Como se não fossem seres humanos autónomos e inteligentes como os outros, capazes de ultrapassar a sua situação particular de raíz. Isto é, consideram-nos inferiores, isso está implícito no modo paternalista como os tratam.

No entanto, vários países colonizados prosperaram depois da independência, tanto em África como na Ásia. E há países que se mantiveram numa lógica de vitimização que os impediu de se erguerem depois da independência. E há países que nunca foram colonizados e não prosperaram. E a Europa está cheia de países que foram colonizados, alguns completamente arrasados e depois prosperaram.

Portanto, esta visão superficial que a esquerda tem dos povos e das culturas, alimenta este Processo de Vitimização em Curso. 

Não é que não seja verdade que o Ocidente foi colonizador, que escravizou, que em muitas situações substituiu a língua dos povos indígenas pela sua, que abafou identidades, mas isso não é um evento único na Historia e exclusivo de europeus, ocidentais. A Rússia continua a fazê-lo; dezenas de países islâmicos fazem-no há mais de um milénio e continuam a fazê-lo.

Portanto, continua em curso um processo de destruição das democracias ocidentais por parte de intelectuais de esquerda Rolex (veja-se o exemplo do post anterior) que vivem numa realidade alternativa, de opressores e oprimidos, pondo-se a si mesmos num pedestal de libertadores dos oprimidos - que não são. Defendem ditaduras, regimes esclavagistas, regimes terroristas, regimes teocráticos bárbaros, regimes de baixeza moral no tratamento de mulheres e de crianças e dizem a si mesmos que é por um bem maior. 

Qual é o bem maior? Um regime soviético de miséria e fome? Um regime iraniano de tortura, violações e execuções? Um regime Putinista de expansão colonial? Esses regimes são a favor dos direitos humanos? Da liberdade? Da auto-determinação dos povos?

Qual é o bem maior? 

Estou convencida que a esquerda-Rolex sabe que nenhum desses regimes é um bem maior mas é demasiado cobarde para o admitir. 

Vivem presos às narrativas do final do século XIX, ao tempo das grandes ideologias. Fizeram as suas vidas e carreiras e as vidinhas com elas. Estão presos no tempo, exactamente do mesmo modo que os islamitas vivem presos na realidade do século VII. Uns e outros não conseguem sair dessa prisão mental. Presos nos seus agravos vicariantes de outros séculos e nos seus sentimentos de ódio, de ressentimento e de vingança. Por isso, agora apelidam-se a si mesmos de progressistas - para se convencerem a si mesmos que a sua prisão ao passado é um progresso.

A única maneira de se ultrapassar este suicídio do Ocidente pela esquerda é a outra esquerda que pensa tomar posição. Não ser como os islamitas moderados que nunca abrem a boca por medo e cobardia e são cúmplices da violência dos extremistas, pelo silêncio conivente.