'Especialistas' do Público defendem que é preciso que Ceuta, com 80 mil habitantes, seja mais empática com uma invasão de 75 mil homens islamitas (números do governo espanhol) que vagabundeiam por lá a invadir e roubar (e que passarão de Ceuta para a Espanha e daí para a UE como eles próprios dizem) e a culpa disto é do Chega. O governo espanhol é do Partido Socialista dos Operários (😅) e é humanitário, ao contrário da extrema-direita que insiste em que a Europa não é um albergue para os habitantes que outros países não querem e atiram para cá.
Crise em Ceuta expõe discurso “cada vez mais violento” e “securitário” sobre migrações
Especialistas ouvidos pelo PÚBLICO defendem que é preciso uma “posição mais acolhedora” e “planos de integração” por parte dos partidos moderados para contrabalançar discurso do Chega.
Ana Bacelar Begonha
Na senda de outros países, como os Estados Unidos da América ou Itália, o Chega tem utilizado a crise migratória em Ceuta para propagar a sua narrativa anti-imigração.
O discurso não é novo, mas está "cada vez mais violento" e a alastrar-se aos partidos moderados, segundo especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, que avisam que colocar a dimensão securitária acima da dimensão humanitária vai potenciar o crescimento da direita radical e a "rejeição de estrangeiros".
O próprio primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sanchéz, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que tem adoptado uma política migratória menos restritiva, focou-se sobretudo na vertente securitária na sua primeira reacção pública.
Em sentido contrário, a esquerda, isto é, PS, Livre, PCP e BE e o PAN abordaram o tema distanciando-se do Chega, que acusaram de "cavalgar" o tema "de forma populista", de falta de "empatia", de "instrumentalizar pessoas em situação de fragilidade" ou de pôr em prática uma "agenda reaccionária e xenófoba".
Em 2016 "havia mais humanidade", diz o especialista.
"A direita mainstream abandonou uma posição razoável", defende o especialista em populismo, vincando que "há um discurso cada vez mais violento e baseado no medo" por parte da direita radical, que beneficia da "visão da UE" de "defesa das fronteiras e militarização do Mediterrâneo"
Público
As redes sociais são mais fortes do que a União?
O que é politicamente relevante é que a fronteira europeia foi vencida pela desinformação que circulou em telemóveis. Se a falha operacional é grave, a falha política é maior.
Esta inédita escala não foi resultado de uma operação planeada meses a fio nem se materializou numa armada a invadir a costa. Foi a força orgânica das redes sociais, mal informada ou desinformada, que impulsionou este movimento.
Portanto, as redes sociais e não pessoas por detrás delas é que resolveram desinformar... epá... a sério? Olha aqui a polícia de Marrocos a organizar os autocarros para Ceuta com os invasores 'desinformados pelas redes orgânicas'.
ESTO ES MUY GRAVE. Me llegan estas imágenes de cómo las autoridades marroquíes vacían camiones llenos de jóvenes cerca de la frontera con Ceuta.
— Taleb Alisalem (@TalebSahara) July 30, 2026
Quien no quiera ver que se trata de una operación perfectamente preparada por el régimen, es que es ciego. pic.twitter.com/YpxFAaF7Wb
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