Já não me lembrava destas previsões dos anos 70 e 80 acerca do colapso do mundo por excesso de população. E, de facto, foram as políticas dos governos das democracias que fizeram cair o número de nascimentos com o planeamento familiar, a prevenção da gravidez na adolescência e em geral a melhoria dos direitos das mulheres, desde a educação ao direito a decidirem das suas próprias vidas. Vemos que nos países teocráticos, mas também nos países de significativa população de religiões particularmente misóginas, as mulheres continuam a ser adolescentes grávidas, noivas infantis de velhos, impedidas de trabalhar, de ter controlo sobre o seu próprio corpo, obrigadas ou incentivadas a ficar em casa a ter bebés e servir os homens.
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