- têm adoração pelo lugar da aparição: a Rússia. Apesar da Rússia de hoje não ser já comunista e de o seu líder desprezar e odiar o comunismo e praticar o capitalismo oligárquico e canibal, os comunistas portugueses, crentes dogmáticos ao modo de Fátima, mantêm-lhe lealdade porque é ele que percorre os corredores dos palácios da Terra Santa;
- adoram os três pastorinhos e vivem pela palavra dos santos do seu Evangelho: Marx, Engels, Lenine; acrescentaram-lhe um santo, Estaline;
- nas datas sagradas recordam os feitos da fundação do poder totalitário e lamentam o poder perdido como aqui a deputada Paula Santos. Dizer que a URSS trouxe coisas extraordinárias para o povo é logo abaixo de dizer que o nazismo de Hitler trouxe coisas extraordinárias para o povo. Não é tão mau mas é logo abaixo;
- vivem pela obediência aos líderes sagrados como qualquer monge numa ordem;
- têm palavras mágicas sagradas que repetem como orações religiosas: poder revolucionário, forças vivas, povo, proletariado;
- têm demónios e inferno: mercado, capitalistas, liberdade;
- os comunistas que podem, fazem peregrinações periódicas à Terra Santa do totalitarismo. Cunhal fazias-as e levava oferendas ao Salvador - os documentos da nossa história que roubou dos arquivos da PIDE, para entregar no Santuário soviético (veja-se como Varoufakis foi recentemente à Rússia prestar vassalagem ao seu Salvador).
Sim, os comunistas são pessoas que necessitam de um poder superior sobrenatural a quem rezar e podíamos vê-los perfeitamente a rastejar no Santuário de Fátima.
Os comunistas portugueses são as beatas da política. Houve um tempo em que se envergonhavam de prestar culto ao totalitarismo soviético, mas agora que vivemos em tempos em que os líderes, por esse mundo fora, se orgulham de ser iliberais ou imperialistas, perderam o pudor de glorificar o sistema totalitário fascista que foi o regime soviético e mostram a sua verdadeira face.
Já há poucos comunistas no mundo. Nem mesmo aqueles países que ainda mantêm martelos e foices nas bandeiras e um simulacro de Politburo, como a China, pois fazem-no apenas para conservar, desse regime, o poder autoritário e arbitrário, porque na prática aderiram a um sistema de capitalismo de mercado.
Paula Santos e os outros comunistas que se enxofram de cada vez que dizem o nome de Salazar, defendem um regime que matou, escravizou e torturou mais de 10 milhões de pessoas. 18 milhões de pessoas passaram pelas prisões dos Gulags. Só na era de Estaline, fora as matanças organizadas por Lenine e pelos que vieram depois de Estaline. E não conto com as matanças em países do Leste que esmagaram por imperialismo colonialista.
E estas pessoas anti-democráticas e defensoras de totalitarismos de opressão brutais e incivilizados estão no Parlamento a fazer as leis que nos governam. Na escala de fanatismo e defesa de fascismos estão muito para além do Chega.

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