In the UK, police arrived at a home where two girls, aged 11 and 12, were found naked and intoxicated in the company of several adult migrant men. Instead of arresting the adults, officers arrested the two children for being drunk and disorderly. pic.twitter.com/4rOggrpVQk
— Ian Miles Cheong (@ianmiles) February 9, 2026
Todos nós vivemos no mundo de Jeffrey Epstein
TW: Agressão sexual e violação
Algumas das principais histórias reveladas são áreas que têm sido o meu interesse especial há anos. O Kremlin. Silicon Valley. O MAGA e a extrema direita europeia. A inteligência israelense. E bem no meio disso tudo, está um homem a quem eu nunca quis dar atenção, Jeffrey Epstein. Não só estão todos ligados. É o Epstein que os liga.
Muitos dos nomes nos ficheiros são temas de interesse de longa data: Peter Thiel, Steve Bannon, Elon Musk, Oleg Deripaska, até Peter Mandelson. É uma mina de ouro de novas provas e ligações e revelações atrás de revelações. O que também percebi ao mergulhar profundamente em meados dos anos 2000 até 2010, é como repetidamente quase me cruzei com o Epstein.
E ontem, percebi que o primeiro artigo que escrevi sobre Epstein tem de abordar o que acredito ser a revelação mais impactante dos arquivos. Acho que isso mostra a nossa incapacidade de sequer ver os contornos dessa história, muito menos processá-la. Não é apenas a misoginia desenfreada que transparece nas páginas desses documentos. Mulheres como bens móveis. Mulheres como objectos. Mulheres como objetos de ódio e desejo.
É mais sombrio do que isso. Porque é algo que não queremos ver, que não conseguimos compreender, que é tão repugnante quanto generalizado.
O que Epstein nos mostra é que vivemos numa cultura pedófila.
Epstein era um criminoso. Se algum dos homens citados nestes ficheiros também o é, não podemos saber: nenhuma acusação ou processo judicial foi instaurado. Mas não é só o Epstein. É isso que agora temos de perceber. O interesse sexual obsessivo e generalizado por raparigas adolescentes está insistentemente presente na nossa cultura.
Nós simplesmente optamos por ignorá-lo. Nós o censuramos. É uma escuridão que cobrimos com mais escuridão.
Vamos reconhecer isso? Podemos?
A pornografia representa 1/4 de todas as pesquisas na Internet e, de acordo com o Pornhub, «adolescente» é o termo mais pesquisado.
Todos nós reagimos com repulsa ao Grok, de Elon Musk, que despia mulheres e meninas sem o seu consentimento, mas pelo menos sabíamos disso. Musk tornou isso visível, ao contrário da maioria das plataformas, que escondem isso fora da vista.
Obviamente, nem todos os homens são pedófilos. Muito poucos o são. Mas a nossa cultura erotiza os adolescentes por dinheiro. A nossa tecnologia encontra, explora e amplifica o que podem ser impulsos passageiros e monetiza-os. Nos cantos obscuros da internet, os sistemas de recomendação fazem o seu trabalho. O Instagram, a plataforma de rede social «segura»?
Os documentos internos do Facebook mostram que ele conecta pedófilos a crianças.
A cultura em que vivemos e respiramos, mas fingimos não ver.
A questão é: agora vamos ver?
Em 1992, na TV um pedófilo depravado comenta e sexualiza o corpo de Brittany Spears, tendo ela 10 anos. Isto tem estado sempre à vista de todos, o modo como os homens do cinema, da moda, do poder, sexualizam crianças. Pois agora sabemos que há redes de tráfico de crianças e raparigas adolescentes ao mais alto nível: governantes, realeza, banqueiros... sabemos agora que até matam bebés para se gratificarem. Exércitos de homens porcos e depravados que em vez de estarem na cadeia, estão sentados nos cargos de poder a mandar no mundo.
Listen to these disgusting pedo’s talk about Brittany Spears when she was 10. How was this even aired on tv? They are all in on it. pic.twitter.com/HdpklHkQO1
— Melanie King (@realmelanieking) February 8, 2026
Veja o que se passou em Portugal com o Ballet Rose ou a Casa Pia,ou Casas Pias, com alguns seminários.
ReplyDeleteHá uma cultura generalizada de fuga ou suavização do castigo, além da prevenção, do acobertamento. E repara como ao seu lado está uma mulher, que ainda hoje se recusa a falar, provavelmente de forma inteligente, pois é provável que, no momento em que abrisse a boca, fosse liquidada.
Esta gente com dinheiro e poder é pior do que a pessoa mais rústica que conheçamos.
Sim, mas é pior que isso porque é uma cultura aberta e assumida. Veja-se a idade das miúdas modelos, das actrizes e figurantes de filmes que aparecem só para serem vistas meio-nuas, a normalização de relações onde as raparigas têm 16 anos e eles 50 (não apenas no mundo do cinema mas por todo o lado). É uma cultura masculina de extrema violência. Sim, há algumas mulheres, mas são tão poucas que até sabemos quem são e vão logo parar à cadeia. A multidão gigantesca de homens pedófilos metidos neste caso anda toda aí na boa, excepto o proxeneta universal que foi assassinado na cadeia.
DeletePortanto, não é apenas um grupo de homens poderosos, é uma cultura que promovem e impõem por todo o lado. Entre os islamitas a pedofilia dos homens é legal e imposta por lei.