Só a acomodação ao discurso do Chega explica a proposta de retirar a nacionalidade a quem a tenha adquirido mas cometa crimes. Na anterior legislatura, o projecto de lei do Chega nesse sentido foi considerado inconstitucional. Se bem que António Leitão Amaro tenha garantido que, na medida do Governo, “não há perdas de nacionalidade, nem sanções automáticas, [que] são sempre penas acessórias decididas por um juiz”.
Igualmente de acomodação ao discurso do Chega é a proposta do Governo de alteração ao reagrupamento familiar de imigrantes, que o primeiro-ministro explicou ser feita com a intenção de “apertar mais as regras, mas não é suspender”. É verdade que, como disse o ministro da Presidência, “mudou a natureza da imigração”, e que os imigrantes vêm de novas origens geográficas, com diferenças linguísticas e culturais diferentes, razão pela qual a “integração é muito mais difícil”.
São José Almeida in Montenegro quer negociar com o PS, mas tem medidas de acomodação ao Chega
*********
Quanto ao reagrupamento de famílias, o que deve ser feito é controlar quem quer vir para cá e só deixar entrar pessoas que queremos que tragam as suas famílias. O que exclui todos os que querem trazer famílias onde as mulheres estão proibidas de trabalhar e ficam em casa a ter 10 filhos e a educá-los contra os valores das democracias ocidentais enquanto pressionam os serviços públicos. É impensável deixar entrar qualquer um e depois mandar vir 2 milhões de familiares, a não ser que queiramos que o país desapareça numa geração.
E não me parece que sejam ideias extremistas. São ideias de quem olha para as condições do país e a sua capacidade de assimilar milhões de pessoas, algumas delas, inassimiláveis, resistentes a qualquer integração.
No comments:
Post a Comment